Entidade destaca incentivo à produção nacional após governo não prorrogar benefício para veículos importados
Anfavea comemora o fim das cotas que permitiam importação livre de impostos para carros híbridos e elétricos, defendendo avanço da indústria nacional.
O fim das cotas de importação estimula a indústria nacional
O fim das cotas de importação para carros eletrificados, vigente até 31 de janeiro de 2026, marca um importante momento para a indústria automotiva brasileira. A Anfavea comemorou a decisão do governo de não pautar a prorrogação desse benefício fiscal, que liberava a importação de veículos híbridos e elétricos com alíquota zero do imposto de importação. Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou que a medida é fundamental para estimular a produção local, incentivar processos produtivos mais sofisticados e ampliar a geração de empregos no Brasil.
Impacto das cotas na produção e emprego no setor automotivo
As cotas vigentes permitiam que fabricantes como a BYD importassem veículos parcialmente montados da China para finalizar a produção no Brasil, especialmente na fábrica inaugurada em Camaçari, Bahia. Com o encerramento dessa política, a Anfavea reforça que é necessário apostar em etapas produtivas mais complexas, como estamparia, soldagem e pintura, realizadas inteiramente no país. Essa mudança visa fortalecer a cadeia produtiva nacional, gerar mais empregos diretos e qualificados e consolidar o setor automotivo brasileiro em um mercado global cada vez mais competitivo.
Produção de veículos em janeiro de 2026 e cenário futuro
Em janeiro de 2026, houve uma queda de 13,5% na produção de veículos em comparação com dezembro do ano anterior, um dado que reflete desafios do setor. Mesmo assim, a Anfavea mantém a expectativa positiva em relação à industrialização local, acreditando que a não renovação das cotas é um passo rumo à sofisticação produtiva. A associação se mantém vigilante para eventuais pedidos de reabertura do benefício, afirmando que, caso ocorram, defenderá a indústria nacional e a importância de processos produtivos que agreguem valor no Brasil.
Posicionamento da Anfavea sobre política de importação
A Anfavea reforça sua posição contrária à renovação das cotas de importação para carros eletrificados, defendendo que a prioridade deve ser o fortalecimento da indústria brasileira. Igor Calvet ressaltou que a entidade continuará atuando para garantir que o setor automotivo avance em direção a uma produção mais complexa e integrada localmente, gerando emprego e tecnologia no país. O posicionamento da Anfavea reflete a busca por uma indústria sustentável e competitiva, capaz de suprir a demanda interna e expandir sua presença no mercado internacional.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: Marcelo Camargo/Agência Brasil