Inscrições abertas para olimpíadas brasileiras de astronomia e foguetes 2026

O foguete SLS da Nasa da missão Artemis II  • NASA

Estudantes do ensino fundamental e médio podem participar gratuitamente das competições que unem teoria e prática espacial

Estão abertas as inscrições para as olimpíadas brasileiras de astronomia e foguetes, voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Confira a programação e modalidades das olimpíadas brasileiras de astronomia e foguetes

As inscrições para as olimpíadas brasileiras de astronomia e foguetes estão abertas até 1º de maio de 2026, voltadas a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas. A prova teórica da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e o prazo final para os lançamentos da Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog) ocorrem em 15 de maio.

Inscrições: até 1º de maio
Prova teórica e lançamentos: 15 de maio
Público-alvo: alunos do ensino fundamental e médio
Valor: gratuito

Detalhes da prova teórica da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)

A OBA consiste em uma prova presencial aplicada nas escolas, com dez questões de múltipla escolha — sete de astronomia e três de astronáutica. A competição é dividida em quatro níveis para atender diferentes faixas etárias: Nível 1 (1º a 3º ano do ensino fundamental), Nível 2 (4º e 5º ano do fundamental), Nível 3 (6º ao 9º ano do fundamental) e Nível 4 (ensino médio). A segunda fase da OBA seleciona representantes para competições internacionais, quando aplicável.

O professor doutor João Batista Garcia Canalle, coordenador da OBA e da Obafog, destaca que a competição oferece premiações já na primeira fase, que são distribuídas conforme os níveis de ensino, incentivando os estudantes a aprofundar seus conhecimentos em astronomia e astronáutica.

Aspectos práticos e educativos da Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog)

A Obafog é a modalidade prática das olimpíadas, onde equipes de alunos constroem e lançam foguetes seguindo sete modelos, cada um com regulamentos específicos. Os foguetes têm propulsões variadas, que vão desde sistemas simples como ar comprimido, água e reação química de vinagre e bicarbonato, até propulsão sólida, multiestágios, recuperação por paraquedas e eletrônica para medir altitude. O modelo mais avançado, modelo 7, é lançado quase na vertical, diferenciando-se dos anteriores.

A participação na Obafog permite que os estudantes experimentem na prática conceitos científicos e tecnológicos, aproximando o aprendizado da sala de aula ao espaço. As três melhores equipes de cada escola, por nível, são convidadas para as Jornadas de Foguetes em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas, palestras e lançamentos, consolidando o aprendizado e promovendo o trabalho em equipe.

Impacto e relevância das olimpíadas para o ensino de ciências espaciais

Em 2025, a OBA reuniu mais de 1,5 milhão de participantes, enquanto a Obafog contou com mais de 330 mil. O volume de inscritos evidencia o interesse crescente dos estudantes brasileiros por astronomia e tecnologia espacial. As premiações visam manter a motivação dos alunos e reforçar o aprendizado, estimulando o pensamento crítico e a criatividade.

A atual edição de 2026 tem um significado especial, pois ocorre em paralelo com a missão Artemis II, que está orbitando a Lua e realizando testes que simbolizam o retorno do ser humano à Lua. O professor Canalle sinaliza que temas relacionados a essa missão e a história do primeiro pouso lunar provavelmente estarão presentes nas provas e atividades práticas, tornando a experiência ainda mais conectada à realidade científica contemporânea.

Como participar e inscrições

Escolas públicas e privadas devem cadastrar suas turmas até 1º de maio no site oficial da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. A inscrição é única para as duas competições, OBA e Obafog, e a participação é totalmente gratuita. A prova e os lançamentos ocorrem em 15 de maio, de forma presencial nas instituições de ensino.

Essa iniciativa representa uma oportunidade valiosa para estudantes vivenciarem a ciência espacial de modo dinâmico e acessível, incentivando futuros profissionais nas áreas de astronomia, engenharia e tecnologia.

A combinação de teoria e prática das olimpíadas brasileiras de astronomia e foguetes reforça o desenvolvimento do conhecimento científico entre jovens estudantes em 2026, estimulando o interesse pelo espaço e pela exploração lunar em um momento histórico marcado pela missão Artemis II.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: O foguete SLS da Nasa da missão Artemis II  • NASA

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