Iniciativa reúne empresas e instituições para impulsionar o mercado de energia eólica em alto-mar até 2050
A Coalizão Eólica Marinha foi lançada para fomentar o mercado de energia eólica offshore no Brasil, com potencial de movimentar R$ 900 bilhões até 2050.
Lançamento da Coalizão Eólica Marinha em Brasília impulsiona energia eólica offshore
A Coalizão Eólica Marinha (CEM) foi oficialmente lançada em Brasília na terça-feira, 7 de fevereiro de 2026, marcando um avanço significativo no desenvolvimento da energia eólica offshore no Brasil. Este movimento ocorre após o governo federal iniciar a regulamentação da atividade, com projeções de movimentar R$ 900 bilhões na economia brasileira até 2050. Roberta Cox, diretora-presidente da coalizão, destaca o enorme potencial de geração de empregos e desenvolvimento industrial que a iniciativa pode trazer para o país.
Marco legal da energia eólica offshore e regulamentação em andamento
Na semana anterior ao lançamento da CEM, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou uma resolução que define as diretrizes para o marco legal da energia eólica em alto-mar. Com isso, espera-se que até maio de 2026 seja publicado o decreto oficial para viabilizar a concessão de áreas marítimas destinadas à exploração da energia eólica offshore. O marco regulatório é um passo fundamental para garantir segurança jurídica e estimular investimentos neste setor emergente.
Participação de grandes players e perspectivas para o setor
A Coalizão Eólica Marinha reúne importantes atores nacionais e internacionais, incluindo o Global Wind Energy Council, Ocean Winds, Mingyang, Windar e a brasileira Ocêanica, que possui experiência em soluções submarinas para energia offshore. Além disso, grandes empresas como Petrobras, Shizen Energy, Copenhagen Infrastructure Partners, Equinor, TotalEnergies e Shell já demonstram interesse no mercado brasileiro. O Ministério de Minas e Energia estima que a capacidade instalada pode alcançar 1.200 GW nas macrorregiões Nordeste, Sudeste e Sul, com a geração de 500 mil empregos até 2050.
Modalidades de concessão e desafios regulatórios
O processo de concessão das áreas para exploração poderá ocorrer por oferta permanente, quando o empreendedor escolhe e solicita autorização para a área, ou por oferta planejada, em que o governo define as regiões a serem leiloadas. Ainda está pendente a definição da agência reguladora responsável pelo processo, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) entre as candidatas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já atua na emissão de licença prévia para projetos piloto no país.
Impactos econômicos, sociais e ambientais da energia eólica offshore no Brasil
O desenvolvimento da energia eólica offshore traz perspectivas positivas para a economia brasileira, considerando a construção de uma cadeia produtiva robusta, geração de empregos qualificados e atração de investimentos. Além disso, o setor contribui para a diversificação da matriz energética e redução das emissões de gases poluentes, alinhando-se às metas de sustentabilidade do país. A coordenação entre governo, empresas e instituições será essencial para superar desafios técnicos, regulatórios e ambientais, garantindo que o crescimento do setor fortaleça a economia e respeite as comunidades e o meio ambiente.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: David Moir