Paraná intensifica monitoramento climático e amplia parceria com setor de seguros

Investimentos em radares meteorológicos e tecnologias avançadas visam fortalecer políticas públicas e reduzir riscos para seguradoras e cidadãos

O Paraná investe em monitoramento climático com novos radares para apoiar o setor de seguros e aprimorar políticas públicas contra riscos ambientais.

Avanços no monitoramento climático no Paraná e investimento em tecnologia

O monitoramento climático no Paraná está em fase de expansão com a aquisição de três novos radares meteorológicos de última geração, um marco importante anunciado em 26 de fevereiro pelo secretário estadual das Cidades, Guto Silva. Ele destacou que esses investimentos são fundamentais para aprimorar a predição e o controle dos riscos climáticos, fortalecendo a parceria com o setor de seguros. O governador Carlos Massa Ratinho Junior também é um ator central nesse avanço, que promete colocar o Paraná como referência nacional em cobertura meteorológica.

Atualmente, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) opera com um radar de banda X em Curitiba e dois radares de banda S em Teixeira Soares e Cascavel, que alcançam até 480 quilômetros. A nova etapa inclui a instalação de um radar de banda X em Pontal do Paraná, um radar de banda C em Campo Magro e outro radar de banda S em Jandaia do Sul. Estes equipamentos doppler com polarização dupla representam o que há de mais moderno no mundo para monitoramento climático.

A importância do monitoramento climático para o setor de seguros

O monitoramento climático no Paraná é estratégico para o setor de seguros, pois oferece dados precisos para a precificação de riscos e contribui para a redução de perdas decorrentes de eventos climáticos extremos. Segundo Guto Silva, a resiliência climática impõe desafios que só podem ser enfrentados com tecnologia e informação qualificada. A presença de estações e radares meteorológicos fornece suporte indispensável para que seguradoras e corretores possam atuar com mais segurança e eficiência.

José Antônio de Castro, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (SINCOR-PR), recém-empossado, reforçou a necessidade de uma união entre o setor, os profissionais e o poder público para lidar com os crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas. A gestão de riscos, destacou ele, é fundamental para proteger famílias e o ambiente empresarial.

Simeagro e outras soluções tecnológicas para o setor agro e público

Além dos radares, outra inovação relevante é a plataforma Simeagro, lançada pelo Simepar em parceria com o Sistema Ocepar. Essa ferramenta digital auxilia cooperativas, órgãos públicos e seguradoras no monitoramento e manejo agroclimático, reduzindo os riscos e as perdas no campo. O projeto é um exemplo de como o monitoramento climático no Paraná está integrado a diferentes segmentos produtivos, ampliando sua aplicação e impacto.

Impactos socioeconômicos do fortalecimento do monitoramento ambiental

O fortalecimento do monitoramento climático no Paraná não se limita ao setor de seguros, mas tem ampla repercussão na economia e na segurança da população. A melhora na gestão de riscos climáticos proporciona maior previsibilidade para obras públicas, reduz custos e estimula a geração de empregos. Políticas públicas mais eficientes também emergem desse processo, permitindo respostas rápidas e planejadas frente aos desafios ambientais.

Perspectivas futuras para o monitoramento e a parceria com o setor de seguros

Com a instalação dos novos radares e o desenvolvimento contínuo de tecnologias como a Simeagro, o Paraná caminha para ser referência nacional em monitoramento climático e gestão de riscos. A parceria entre governo e setor de seguros deve se aprofundar para enfrentamento dos eventos extremos e para a construção de um ambiente econômico mais resiliente e seguro. O diálogo constante entre essas entidades é um passo decisivo para alcançar esses objetivos.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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