Policial militar e influenciador é preso em operação do Gaeco por suspeita de tortura e outros crimes
Ação cumpriu mandados em Curitiba e investiga também outros dois PMs por tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
Operação prende PM influencer em Curitiba
O policial militar e influenciador digital Junior Sancho Cambuhy, conhecido como “Sancho Loko”, foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrada nesta terça-feira (7), em Curitiba.
Além dele, outros dois policiais militares são investigados por possível envolvimento, de forma reiterada, nos crimes de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
Mandados e apreensões durante a ação
A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar. Três foram executados nas residências dos investigados e um no batalhão onde atuam.
Durante a ação, foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos que devem auxiliar nas investigações. Também foram encontrados, nas casas de dois investigados, munições irregulares e dinheiro em espécie.
Em armários sem identificação dentro da unidade policial, foram localizados simulacros de armas de fogo, munições irregulares e drogas, como maconha, crack e cocaína.
Quem é Sancho Loko
Natural de Curitiba, Sancho Loko tem 44 anos e soma mais de 260 mil seguidores nas redes sociais. Ele é conhecido por publicar vídeos com opiniões polêmicas sobre segurança pública e casos de grande repercussão.
O policial também já foi candidato a deputado federal em 2022, mas não foi eleito.
Conteúdo polêmico nas redes sociais
Nas plataformas digitais, o militar costuma compartilhar vídeos com posicionamentos contundentes. Em algumas publicações, chegou a comentar operações policiais e a repercussão de confrontos envolvendo forças de segurança.
Defesa afirma inocência
O advogado do policial, Claudio Dalledone, afirmou nas redes sociais que o cliente é inocente. Segundo ele, os materiais apreendidos são utilizados em atividades de instrução de tiro.
“O soldado vai provar a inocência e a origem de todo e qualquer equipamento encontrado. O momento é de averiguação”, declarou a defesa, acrescentando que uma audiência de custódia deverá avaliar a situação do policial.
Investigação segue sob acompanhamento da PM
A operação contou com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), que informou que será instaurado procedimento administrativo para apurar os fatos.
Em nota, a corporação destacou que não compactua com condutas que contrariem seus princípios e reforçou o compromisso com a legalidade e a transparência.
Fonte: Metrópoles
Fonte: Reprodução/Instagram