Grupo preso em Alagoas por crimes no Paraná movimentou mais de R$ 30 milhões e comandava tráfico à distância em Curitiba
Operação Rajada, deflagrada em 24 de abril de 2026, cumpriu 13 mandados de prisão e investigou organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios no bairro Parolin.
Operação Rajada prende líderes e revela movimentação milionária
Um grupo criminoso investigado por atuar no Paraná movimentou mais de R$ 30 milhões em atividades ilícitas, segundo a Polícia Civil. Cinco líderes da organização foram presos na manhã desta sexta-feira, 24 de abril de 2026, nas cidades de Maceió e Marechal Deodoro, em Alagoas. A informação foi confirmada pelo delegado Thiago Teixeira, responsável pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná.
A ação faz parte da Operação Rajada, iniciada em junho de 2025, que apura crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e homicídios. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná e Alagoas, sendo cinco prisões realizadas apenas em território alagoano.
Comando remoto do tráfico e domínio territorial em Curitiba
De acordo com a investigação, a organização criminosa comandava à distância o tráfico de entorpecentes em Curitiba, especialmente no bairro Parolin, onde consolidou domínio territorial após confrontos com grupos rivais. As residências da região eram utilizadas como pontos estratégicos para armazenamento de drogas, armas e como bases operacionais do grupo.
Segundo o delegado Ricardo Casanova, parte da liderança transferiu o cumprimento de penas para Alagoas após alegar ameaças de morte, utilizando o afastamento geográfico como estratégia para continuar operando o esquema criminoso. Mesmo fora do Paraná, os líderes coordenavam as ações remotamente, delegando funções a integrantes responsáveis pela operação diária do tráfico.
Lavagem de dinheiro, vida de luxo e esquema financeiro sofisticado
As investigações apontam que o dinheiro obtido com o tráfico era enviado ao Nordeste para sustentar o padrão de vida luxuoso das lideranças, que não possuíam renda lícita comprovada. Para ocultar a origem dos recursos, o grupo utilizava um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, envolvendo familiares, empresas de fachada e contas bancárias de terceiros.
O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos fracionados em caixas eletrônicos e lotéricas. Após a compensação, os valores eram distribuídos em diversas contas de passagem, que recebiam grandes quantias e eram rapidamente esvaziadas, dificultando o rastreamento pelas autoridades.
Em ações anteriores relacionadas à investigação, a polícia localizou uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, onde foram apreendidos R$ 493.879 em dinheiro, além de máquinas de contagem de cédulas e porções de drogas como crack, cocaína e maconha. O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização.
Fonte: TNH1 / Polícia Civil do Paraná