Agentes do ICE reforçam segurança em aeroportos dos Estados Unidos

REUTERS/Alyssa Pointer

Falta de pessoal na TSA motiva envio de agentes do ICE a mais de 10 aeroportos americanos para controlar filas e suporte operacional

Agentes do ICE foram enviados a mais de 10 aeroportos dos EUA para ajudar na segurança diante da falta de funcionários da TSA e atrasos nas operações.

Confira os aeroportos que receberam agentes do ICE para reforço

Atlanta (Hartsfield-Jackson): Apoio para controle de filas e multidões
JFK, Nova York: Atuação junto à TSA nos terminais domésticos
LaGuardia, Nova York: Suporte operacional e organização de passageiros
Newark: Apoio ao processo de triagem e segurança
Nova Orleans: Presença para reforço da segurança interna
Cleveland: Colaboração com agentes da TSA
Pittsburgh: Auxílio na gestão das filas
Phoenix: Assistência operacional para controle dos passageiros

  • Fort Myers: Suporte em terminais domésticos

Impacto da paralisação parcial do governo na segurança dos aeroportos

A mobilização dos agentes do ICE acontece em meio a uma paralisação parcial do governo que afeta diretamente a Administração de Segurança de Transportes (TSA). Desde 14 de fevereiro de 2026, dezenas de milhares de trabalhadores da TSA estão sem remuneração, elevando significativamente as ausências no trabalho. No último sábado, 11,5% dos cerca de 50 mil funcionários da TSA faltaram, o maior índice desde o início da paralisação. Em aeroportos como Houston, Nova York e Atlanta, a ausência ultrapassou um terço dos trabalhadores. Além disso, mais de 400 agentes da TSA pediram demissão nesse período, agravando ainda mais a crise operacional.

Função dos agentes do ICE no reforço da segurança aeroportuária

Os agentes do ICE enviados não atuam em atividades de fiscalização de imigração nem nas áreas após os pontos de controle de segurança, pois não possuem autorização para esses procedimentos. Conforme o prefeito de Atlanta, Andrew Dickens, o objetivo principal é apoiar a TSA no controle de multidões e na organização das filas nos terminais domésticos. A atuação conjunta foi registrada em redes sociais, mostrando agentes do ICE ao lado dos funcionários da TSA durante a verificação das identidades dos passageiros. A medida tem caráter temporário para mitigar atrasos e aumentar a eficiência dos processos de segurança diante da falta de pessoal.

Repercussões políticas e sociais da medida adotada

A decisão do Departamento de Segurança Interna e do presidente Donald Trump, que anunciou a medida no último sábado, gerou debates políticos intensos. Trump ressaltou que os agentes do ICE também realizarão a prisão imediata de imigrantes ilegais que entraram no país, causando controvérsia. Do outro lado, os democratas retiveram parte do financiamento do DHS e exigem mudanças nas regras de imigração, especialmente após casos recentes que provocaram indignação pública. A crise na TSA e a mobilização do ICE refletem tensões entre necessidades operacionais e questões políticas que envolvem segurança e direitos civis.

Consequências para os passageiros e recomendações nos principais aeroportos

No aeroporto Hartsfield-Jackson em Atlanta, o mais movimentado dos EUA, passageiros estão sendo orientados a chegar com ao menos quatro horas de antecedência para evitar transtornos causados pelas filas mais longas e atrasos. O reforço dos agentes do ICE busca minimizar esses impactos, mas a situação demanda paciência e planejamento dos viajantes. As autoridades recomendam acompanhar atualizações e se preparar para eventuais mudanças nos procedimentos de embarque e controle de segurança durante o período de crise na TSA.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: REUTERS/Alyssa Pointer

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