Declaração de Trump sobre possível ataque ao Irã aumenta tensão global às vésperas de prazo decisivo
Presidente dos EUA afirma que “uma civilização inteira morrerá esta noite” enquanto ultimato sobre o Estreito de Ormuz se aproxima e negociações fracassam.
Trump faz alerta extremo antes de prazo final
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” em publicação na rede Truth Social nesta terça-feira (7). A declaração ocorreu poucas horas antes do prazo final estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Trump disse que não quer que isso aconteça, mas avaliou que o cenário “provavelmente acontecerá”, ao mesmo tempo em que criticou o regime iraniano, no poder há 47 anos.
Histórico recente de ameaças e escalada militar
Na véspera, ao comentar o resgate de pilotos americanos após a queda de um caça no espaço aéreo iraniano, Trump já havia elevado o tom ao afirmar que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”. As declarações ocorrem em meio à escalada de tensões iniciada após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que levaram Teerã a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz.
Importância estratégica do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo. A restrição imposta pelo Irã impactou diretamente os preços internacionais de petróleo e gás. O prazo estabelecido por Trump para a reabertura da via termina às 21h desta terça-feira (horário de Brasília), elevando a pressão sobre o governo iraniano.
Irã mobiliza população e sinaliza resistência
Antes das declarações de Trump, autoridades iranianas já indicavam que não devem ceder. A televisão estatal convocou a população a formar correntes humanas para proteger usinas de energia e pontes, consideradas alvos estratégicos. O secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, Alireza Rahimi, pediu a mobilização de jovens, estudantes, atletas e professores, afirmando que “as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
Presidente iraniano fala em sacrifício nacional
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que mais de 14 milhões de iranianos já declararam estar dispostos a sacrificar suas vidas em defesa do país. “Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, declarou. O número representa parte da população, estimada em mais de 90 milhões de habitantes, mobilizada por campanhas oficiais.
Clima de tensão e relatos da população
Em Teerã, o clima é descrito como sombrio. Segundo relatos à imprensa internacional, moradores demonstram preocupação com a possibilidade de ataques e cortes de energia em larga escala. “Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse um jovem em condição de anonimato, refletindo o sentimento de incerteza.
Negociações fracassam e impasse continua
Tentativas de cessar-fogo mediadas pelo Paquistão foram rejeitadas por ambos os lados. A proposta previa interrupção imediata dos confrontos e reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de negociações mais amplas em até 20 dias. O Irã recusou a proposta por preferir discutir o fim definitivo do conflito, enquanto Trump afirmou que a contraproposta iraniana não era suficiente.
Risco de escalada global e impacto internacional
Com o prazo se aproximando e sem avanço diplomático, cresce o risco de uma escalada militar de grandes proporções. O desfecho pode ter impacto direto na segurança internacional e nos mercados globais, especialmente no setor energético. O cenário é considerado um dos momentos mais críticos da atual geopolítica mundial.
Fonte: g1.globo.com e agências internacionais
Fonte: REUTERS