Banco Central aponta saldo positivo no primeiro bimestre, impulsionado pelo Governo Central e Estados
Superávit primário do setor público acumulado no 1º bimestre de 2026 atinge R$ 87,301 bilhões, destacando o saldo positivo do Governo Central e dos Estados.
Panorama do superávit primário no setor público brasileiro em fevereiro de 2026
O superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 87,301 bilhões no acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, segundo dados oficiais do Banco Central. Este valor equivale a 4,23% do Produto Interno Bruto (PIB), sinalizando uma posição fiscal positiva nesse início de ano.
Desempenho detalhado do Governo Central, Estados e Municípios
O resultado do Governo Central, que compreende o Tesouro Nacional, o Banco Central e o INSS, foi de um superávit de R$ 57,768 bilhões, o que representa 2,80% do PIB. Já os Estados e municípios juntos alcançaram um superávit de R$ 34,971 bilhões (1,69% do PIB), sendo que os Estados sozinhos tiveram um saldo positivo de R$ 27,525 bilhões (1,33% do PIB) e os municípios, R$ 7,446 bilhões (0,36% do PIB).
Desafios das empresas estatais e o déficit acumulado
Enquanto o setor público como um todo apresentou superávit, as empresas estatais registraram déficit primário de R$ 5,438 bilhões, equivalente a 0,26% do PIB, apontando desafios específicos para essas entidades. No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, o setor público consolidado teve déficit de R$ 52,843 bilhões (0,41% do PIB), uma redução em relação a períodos anteriores, indicando um movimento de melhoria fiscal.
Impactos econômicos e perspectivas para as contas públicas
Este superávit primário reflete um esforço conjunto entre diferentes entes federativos para equilibrar as contas públicas, contribuindo para a estabilidade econômica. O desempenho positivo do Governo Central e dos Estados sugere políticas fiscais que priorizam o controle de gastos e a geração de receitas. Contudo, o déficit nas empresas estatais evidencia a necessidade de atenção a estas instituições para evitar pressões negativas sobre as finanças públicas.
Análise do Banco Central sobre a sustentabilidade fiscal
O Banco Central destaca que a redução do déficit acumulado nos últimos 12 meses é um indicativo favorável para a sustentabilidade das contas públicas brasileiras. Mantendo essa tendência, o país pode melhorar sua credibilidade fiscal e atrair investimentos. No entanto, o acompanhamento contínuo e ajustes nas políticas econômicas serão necessários para garantir a manutenção deste quadro positivo.
Acompanharemos os desdobramentos desses resultados e as medidas futuras adotadas pelas autoridades para consolidar a trajetória fiscal do Brasil.
Fonte: www.infomoney.com.br