Governo do Paraná e Embrapa firmam parceria estratégica para impulsionar pesquisa, desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade no agronegócio
Paraná e Embrapa unem forças para programa inovador que visa agregar valor e sustentabilidade à cadeia produtiva da soja.
Confira a programação completa do programa de pesquisa e inovação na soja
Primeiro eixo: Desenvolvimento de cultivares de soja com perfis proteicos e de óleo diferenciados.
Segundo eixo: Criação de variedades com perfis específicos de aminoácidos para melhorar a conversão alimentar e reduzir custos na produção animal.
Terceiro eixo: Desenvolvimento de biocombustíveis avançados a partir de cultivares com perfil ideal de ácidos graxos para produção energética.
Quarto eixo: Ampliação dos usos industriais do óleo de soja, incluindo aplicações como lubrificantes, asfalto e materiais vulcanizados usados em sapatos e correias de máquinas.
Parceria entre Governo do Paraná e Embrapa fortalece inovação e bioeconomia na cadeia da soja
A inovação e bioeconomia na cadeia da soja avançam significativamente com a assinatura da carta de intenções entre o Governo do Paraná e a Embrapa, realizada no Dia de Campo de Verão da Embrapa Soja em Londrina. Com investimento de R$ 5 milhões disponibilizados pela Fundação Araucária, o acordo visa impulsionar soluções tecnológicas para o agronegócio, colocando o Paraná na vanguarda da pesquisa aplicada em bioeconomia. Segundo o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, a iniciativa representa um salto de competitividade ao transformar a soja em tecnologia de alto valor, promovendo sustentabilidade e inteligência.
Impactos estratégicos da inovação na soja para o agronegócio paranaense
A iniciativa tem potencial para transformar a cadeia produtiva da soja, uma das principais commodities do Paraná, ao integrar centros de pesquisa, universidades e o setor produtivo. O foco está em agregar valor por meio de cultivares especializadas e novas aplicações industriais, contribuindo para a descarbonização e a transição energética. Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, destaca que o programa é crucial para avançar na competitividade do setor, estimulando a bioeconomia e diversificando produtos e processos industriais baseados na soja.
Estruturação e objetivos do programa de pesquisa e inovação na soja
O programa será dividido em quatro eixos principais, contemplando desde o aprimoramento genético para perfis proteicos e lipídicos diferenciados, até o desenvolvimento de biocombustíveis e novos usos industriais do óleo de soja. A integração desses eixos visa fortalecer a cadeia produtiva de forma sustentável e inovadora. Cristianne Cordeiro, assessora de inovação da Fundação Araucária, reforça que o investimento está estruturado para apoiar pesquisas que promovam avanços tecnológicos significativos, beneficiando a eficiência produtiva e o desenvolvimento econômico regional.
Papel da bioeconomia no futuro do agronegócio paranaense
A aposta na bioeconomia representa um movimento estratégico para o Paraná ao buscar utilizar recursos renováveis e processos sustentáveis como motores do crescimento econômico. A soja, como matéria-prima, ganhará valor agregado por meio da inovação tecnológica, o que pode resultar em produtos diversificados e menos impacto ambiental. Esta abordagem contribui para a transição energética e a mitigação das mudanças climáticas, reforçando o compromisso do estado com um desenvolvimento econômico sustentável e competitivo.
Fonte: www.parana.pr.gov.br