IPCA-15 sobe 0,44% em março impulsionado por alimentos e serviços pessoais

Mattes/Wikimedia Commons

Índice de preços registra alta maior que a esperada em março de 2026, destacando impacto da alimentação e despesas pessoais

IPCA-15 registra alta de 0,44% em março de 2026, acima das expectativas, devido ao aumento nos preços de alimentos e despesas pessoais.

O IPCA-15 sobe 0,44% em março de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 26 de fevereiro. Este resultado mensal supera a previsão de 0,29% observada em pesquisa de mercado, sinalizando uma inflação mais intensa do que se esperava para o período.

Influência dos grupos de alimentação e despesas pessoais no IPCA-15 de março

Os grupos Alimentação e bebidas e Despesas pessoais foram decisivos para o aumento do índice. Alimentação e bebidas registrou alta de 0,88%, com impacto de 0,19 ponto percentual no IPCA-15, enquanto Despesas pessoais subiu 0,82%, contribuindo com 0,09 ponto percentual.

Destacam-se as variações nos preços da alimentação no domicílio, que acelerou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março, impulsionada por elevações expressivas em produtos como açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Por outro lado, houve quedas nos preços do café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%).

Alimentação fora do domicílio apresentou ligeira desaceleração, com alta de 0,35%, inferior aos 0,46% do mês anterior. Refeições tiveram aumento de 0,31%, menor que os 0,62% em fevereiro, enquanto lanches subiram 0,50%.

Outros grupos com variações positivas e impactos relevantes

Além dos alimentos, todos os nove grupos pesquisados tiveram alta. O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou aumento de 0,36%, influenciado pelo reajuste em planos de saúde (0,49%) e artigos de higiene pessoal (0,38%). Habitação acelerou de 0,06% para 0,24%, principalmente por reajustes na energia elétrica residencial (0,29%) e nas tarifas de água e esgoto, refletindo aumentos em concessionárias de diversas regiões.

No setor de Transportes, a variação foi de 0,21%, com destaque para passagens aéreas, que subiram 5,94%, exercendo o maior impacto individual no índice do mês (0,05 ponto percentual). Reajustes em ônibus intermunicipais e urbanos também influenciaram o resultado, assim como o aumento nos preços de táxi em várias capitais.

Combustíveis tiveram ligeira redução de 0,03%, com quedas no gás veicular, etanol e gasolina, porém o óleo diesel apresentou alta de 3,77%.

Diferenças regionais na evolução dos preços

Regionalmente, dez das onze áreas pesquisadas apresentaram alta no IPCA-15 de março. Recife teve a variação mais expressiva (0,82%), impactada especialmente pela alta no preço do tomate (46,27%) e da gasolina (1,37%). Curitiba foi a única cidade com variação negativa (-0,06%), influenciada por quedas nos custos de emplacamento e licença, frutas e gasolina.

Contexto e perspectivas

O resultado do IPCA-15 em março indica uma pressão inflacionária mais forte do que a esperada, sobretudo em itens essenciais como alimentação e serviços pessoais. Ajustes tarifários em energia elétrica e água reforçam a tendência de aumento nos custos de habitação. O cenário exige atenção das autoridades e do mercado para os efeitos no poder de compra e na economia em geral.

Com a alta anual de 3,90%, acima do esperado de 3,74%, o índice sinaliza desafios para o controle da inflação no curto prazo. A análise detalhada das variações por grupo e região é fundamental para a formulação de políticas econômicas e para o planejamento financeiro das famílias brasileiras.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Mattes/Wikimedia Commons

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