Geração de empregos formais desacelera em fevereiro de 2026 no Brasil

Agência Brasil)

Setores mantêm saldo positivo, mas ritmo de criação de vagas apresenta moderação conforme dados do Caged

A geração de empregos formais em fevereiro de 2026 mantém saldo positivo, mas desacelera em relação a anos anteriores.

Contexto da geração de empregos formais em fevereiro de 2026

Em fevereiro de 2026, a geração de empregos formais no Brasil, conforme dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apresentou um ritmo de expansão mais modesto em comparação com os anos anteriores, mantendo um mercado de trabalho aquecido, porém com desaceleração nos números interanuais. Leonardo Costa, economista do ASA, destacou que o saldo positivo foi registrado em todos os setores da economia, mas com um crescimento inferior ao observado em 2024 e no início de 2025.

Análise setorial da geração de vagas e suas tendências

O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 177,9 mil novas oportunidades, impulsionado especialmente pela educação e pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e administrativas. Construção e indústria tiveram contribuições semelhantes, com 31,1 mil e 32 mil vagas, respectivamente. O comércio, por sua vez, apresentou um crescimento modesto, adicionando apenas 6,1 mil vagas, indicando uma desaceleração relativa neste segmento.

Indicadores salariais e perfil das vagas formais em 2026

Apesar do saldo positivo, houve uma queda de 2,3% no salário médio de admissão em relação a janeiro, situando-se em R$ 2.347. Na comparação anual, entretanto, observou-se um aumento de 2,75%. A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, apontou que a maior parte das vagas ofertadas oferecia remuneração até 1,5 salário-mínimo, enquanto as faixas salariais mais elevadas continuam mostrando saldo negativo, refletindo uma limitação na expansão da massa salarial.

Rotatividade e dinâmica do mercado de trabalho formal

Conforme análise da 4intelligence, a taxa de rotatividade no acumulado de 12 meses apresentou ligeira redução, passando de 52,4% para 52,2%. O tempo médio de emprego dos desligados diminuiu de 19,2 meses para 18,6 meses, indicando um mercado de trabalho dinâmico, onde muitos trabalhadores deixam seus empregos para buscar melhores condições em outras oportunidades.

Perspectivas econômicas para o mercado de trabalho em 2026

Economistas como André Valério, do Inter, projetam uma desaceleração gradual do ritmo de geração de empregos, com o saldo acumulado em 12 meses recuando de 1,2 milhão em janeiro para 1,05 milhão em fevereiro. A previsão para o fechamento do ano é de uma taxa de desocupação em torno de 5,5%, com a criação líquida estimada em 1,2 milhão de vagas formais, alinhada a uma trajetória de desaceleração lenta, porém constante, na geração de empregos formais.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Agência Brasil)

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