Emprego para 1,2 bilhão de jovens nos próximos dez anos enfrenta desafios globais

(Helena Lopes/Pexels

Relatório do banco mundial aponta estratégias para absorver o crescimento da força de trabalho jovem em mercados emergentes

O Banco Mundial alerta para o desafio de criar vagas para 1,2 bilhão de jovens que ingressarão no mercado até 2035, propondo políticas integradas para transformar crise em oportunidade.

Contexto demográfico do emprego para 1,2 bilhão de jovens até 2035

Entre 2025 e 2035, o Banco Mundial estima que aproximadamente 1,2 bilhão de jovens entrarão no mercado de trabalho global, principalmente em economias emergentes e em desenvolvimento. Esse aumento massivo da força de trabalho jovem concentra-se em regiões como a África Subsaariana, Sul da Ásia, Leste Asiático e Pacífico, Oriente Médio e Norte da África, além da América Latina e Caribe. Autoridades econômicas alertam para o desafio de absorver esse contingente em um cenário de criação projetada de apenas 400 milhões de empregos, evidenciando um significativo desequilíbrio entre oferta e demanda de trabalho.

Desafios e impacto econômico da expansão da força de trabalho jovem

O crescimento populacional jovem, embora potencialmente benéfico para o dinamismo econômico, impõe desafios estruturais em mercados emergentes. O Banco Mundial reconhece limitações no crescimento global, espaço fiscal reduzido e mudanças tecnológicas que afetam os tradicionais geradores de empregos. Além disso, crises recentes e altas taxas de endividamento agravam a capacidade dos governos em fomentar a geração de vagas. Cerca de 270 milhões desses jovens viverão em contextos fragilizados por conflitos, aumentando a complexidade do cenário de emprego.

Estratégias do Banco Mundial para promover emprego em larga escala

O relatório ‘The Global Jobs Challenge’ sugere três pilares políticos essenciais: investimento em infraestrutura física, humana e digital; criação de ambiente propício para negócios; e mobilização do capital privado. Para a infraestrutura, são destacados investimentos em educação, saúde, energia estável, transporte eficiente e conectividade digital. Políticas estáveis e instituições regulatórias sólidas são fundamentais para estimular o crescimento empresarial e a criação de empregos duradouros.

Setores-chave para geração de empregos resilientes e sustentáveis

Políticas específicas focam em cinco setores com alto potencial de emprego: infraestrutura, agronegócio, saúde, turismo e manufatura de valor agregado. O agronegócio é crucial, especialmente na África Subsaariana, onde emprega quase metade da força de trabalho. O setor energético também é destacado pela capacidade de impulsionar empregos quando desafios estruturais são superados. A diversificação desses setores contribui para a estabilidade econômica e social, além de ampliar as oportunidades para os jovens.

Experiências internacionais e lições para enfrentar o desafio global

Estudos de casos de países como Austrália, Chile, Colômbia, Coreia do Sul e Singapura demonstram que reformas estruturais e investimentos coordenados podem acelerar a criação de empregos e o crescimento econômico. Durante períodos de reforma, esses países observaram crescimento médio do emprego significativamente superior à média histórica, beneficiando especialmente os jovens. A replicação dessas estratégias adaptadas ao contexto local dos mercados emergentes pode ser determinante para transformar a pressão demográfica em um motor de prosperidade compartilhada.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: (Helena Lopes/Pexels

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