Tesouro Nacional aponta aumento percentual da dívida, com destaque para participação estrangeira e diferenças entre dívida interna e externa
Dívida pública federal aumentou 0,07% em janeiro de 2026, alcançando R$ 8,641 trilhões, com crescimento da dívida interna e retração da externa, aponta Tesouro.
Panorama geral da dívida pública federal em janeiro de 2026
A dívida pública federal atingiu R$ 8,641 trilhões em janeiro de 2026, apresentando um aumento de 0,07% em comparação ao mês anterior, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional em 25 de fevereiro. Este indicador é fundamental para compreender o cenário fiscal do Brasil e suas implicações econômicas.
Composição da dívida: aumento interno e queda externa
O aumento do estoque da dívida está associado principalmente à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que cresceu 0,26%, alcançando R$ 8,330 trilhões. Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) reduziu seu montante em 4,75%, caindo para R$ 310,59 bilhões. Essa diferenciação entre dívida interna e externa evidencia tendências distintas no comportamento das obrigações financeiras do governo.
Impacto da correção de juros e resgates líquidos
Em janeiro, a correção de juros no estoque da dívida pública federal somou R$ 74,79 bilhões. Contudo, parte desse efeito foi compensada pelo resgate líquido de R$ 68,76 bilhões, indicando uma gestão ativa da dívida por parte do Tesouro Nacional para equilibrar os encargos financeiros.
Participação dos investidores estrangeiros na dívida interna
A participação dos investidores estrangeiros na DPMFi aumentou de 10,35% para 10,69% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Em valores absolutos, o estoque de papéis detidos por estrangeiros cresceu R$ 30,63 bilhões, passando a R$ 890,27 bilhões. Esse avanço mostra o interesse contínuo de capital externo nos títulos públicos brasileiros, o que pode influenciar a liquidez e os custos de financiamento do governo.
Distribuição da dívida entre instituições financeiras e fundos
As instituições financeiras permanecem como os maiores detentores da DPMFi, com uma participação de 31,92% em janeiro, ligeiramente inferior aos 32,88% registrados em dezembro. Os fundos de investimento tiveram aumento de participação de 20,79% para 21,36%, enquanto os fundos de previdência tiveram pequena queda, de 22,76% para 22,66%. Seguradoras também aumentaram sua participação marginalmente, de 3,47% para 3,63%. Este panorama mostra uma diversificação nos perfis de investidores que sustentam a dívida pública interna.
Implicações econômicas e perspectivas futuras
O crescimento controlado da dívida pública federal e a movimentação dos investidores estrangeiros refletem o ambiente econômico e as políticas adotadas pelo governo federal. O equilíbrio entre dívida interna e externa, juntamente com a atuação do Tesouro na gestão da dívida, são pontos cruciais para a estabilidade fiscal e para a manutenção da confiança dos mercados. Acompanhar essas variações é essencial para entender as tendências do mercado financeiro e as possíveis repercussões para a economia brasileira no médio e longo prazo.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: REUTERS/Bruno Domingos