Delegado que prendeu Deolane vai à Justiça e pede R$ 81 mil após ataques públicos

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Delegado da Polícia Civil de Pernambuco cobra indenização após acusações feitas pela influenciadora sobre sua prisão em 2024

O delegado Paulo Godim processa Deolane Bezerra por declarações públicas em que ela o acusa de abuso de autoridade e de ter ordenado uma prisão ilegal durante investigação sobre jogos de azar e lavagem de dinheiro.

Delegado entra na Justiça contra Deolane Bezerra

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra passou a ser alvo de uma ação judicial movida pelo delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco. O policial solicita uma indenização de R$ 81 mil por danos morais, alegando que foi alvo de acusações graves feitas pela influenciadora após sua prisão em 2024.

Segundo a ação, Deolane afirmou publicamente que o delegado cometeu “abuso de autoridade”, teria realizado uma “prisão criminosa” e ainda mentido à Justiça durante a condução do inquérito. As declarações são o principal fundamento do pedido de reparação financeira.

Investigação envolve jogos ilegais e lavagem de dinheiro

O caso teve origem na Operação Integration, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida na exploração de jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro. Paulo Godim foi o responsável pela investigação que levou à prisão de Deolane.

A influenciadora chegou a ser detida no Recife, juntamente com sua mãe, Simone, no dia 4 de setembro de 2024, no bairro de Boa Viagem. Ambas permaneceram presas por cinco dias na Colônia Penal Feminina do Recife, até conseguirem habeas corpus para cumprir prisão domiciliar.

Prisão, nova detenção e soltura

Após a concessão da prisão domiciliar, Deolane voltou a ser presa no dia 10 de setembro por descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Em seguida, foi transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, localizada a cerca de 270 quilômetros da capital pernambucana.

A soltura definitiva ocorreu em 24 de setembro, quando o Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou a liberação de 17 investigados no âmbito da operação. A decisão permitiu que a influenciadora respondesse ao processo em liberdade.

Conflito judicial após declarações públicas

Depois de deixar a prisão, Deolane passou a contestar a atuação das autoridades responsáveis pelo caso. As críticas direcionadas ao delegado foram feitas em entrevistas e redes sociais, o que motivou a reação judicial de Paulo Godim.

Na ação, o delegado sustenta que as falas atingiram sua honra e reputação profissional, configurando dano moral passível de indenização.

Investigação passa para a esfera federal

Em fevereiro de 2026, a investigação sofreu uma mudança relevante. A Justiça Federal em Pernambuco decidiu que o caso deveria ser conduzido pela Polícia Federal, por envolver possíveis crimes de competência federal, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos contra o sistema financeiro.

Com isso, todo o material foi encaminhado à Polícia Federal, que passou a reavaliar o inquérito com acompanhamento do Ministério Público Federal. A Justiça Estadual permaneceu responsável apenas por aspectos relacionados à contravenção penal do jogo do bicho.

Desdobramentos do caso

A ação movida pelo delegado contra Deolane Bezerra segue em tramitação e se soma a outros desdobramentos judiciais envolvendo a influenciadora. O caso evidencia não apenas os impactos de investigações criminais de grande repercussão, mas também as consequências legais de declarações públicas feitas por investigados após operações policiais.

Fonte: O Globo, Itatiaia e DCM

Fonte: Redes sociais

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