Espetáculo do Grupo Corpo traz inovação coreográfica e trilha inédita em homenagem à migração dos peixes
O balé Piracema estreia no Teatro Guaíra no Festival de Curitiba, explorando a jornada dos peixes com trilha inédita de Clarice Assad.
Confira a programação completa do balé Piracema no Festival de Curitiba
11 de abril, sábado, 20h30: Balé Piracema – Teatro Guaíra (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto)
12 de abril, domingo, 19h00: Balé Piracema – Teatro Guaíra (Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto)
A temática e a inspiração por trás do balé Piracema
O balé Piracema, que estreia nos dias 11 e 12 de abril de 2026 no Teatro Guaíra, em Curitiba, utiliza o fenômeno natural da piracema como símbolo central de sua narrativa. A jornada do peixe que sobe o rio em busca do local de desova expressa a urgência da criação e a renovação do ciclo da vida. O coreógrafo Rodrigo Pederneiras, referência da dança brasileira, lidera o projeto em parceria com Cassi Abranches, que assume o posto de coreógrafa residente. Eles exploram a brasilidade profunda e traduzem essa potência em uma linguagem artística universal, que dialoga com o público por meio da dança contemporânea.
A inovação coreográfica e processo de criação do Grupo Corpo
O espetáculo apresenta uma inovação radical no método de trabalho: o Grupo Corpo foi dividido em dois grupos de 11 bailarinos, cada um coreografado e ensaiado de forma independente por Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches. Apenas dois meses antes da estreia, os dois grupos puderam assistir e unir as versões criadas separadamente. Essa abordagem permitiu a fusão de visões complementares, inovando o repertório da companhia e agregando a experiência internacional de Cassi ao estilo tradicional do grupo, respeitando a identidade cultural brasileira.
A trilha sonora inédita e a cenografia que dialoga com o tema
Clarice Assad compôs a trilha inédita para “Piracema”, sendo a primeira mulher a criar uma trilha para o Grupo Corpo. A música, dividida em três movimentos, transita do tribal ao clássico e termina no eletrônico contemporâneo, acompanhando a narrativa da migração dos peixes. A cenografia, assinada pelo diretor artístico Paulo Pederneiras, é composta por 82 mil tampas de latas de sardinha que cobrem o fundo e as laterais do palco, criando uma ambientação que remete a um cardume em movimento. Os figurinos foram desenvolvidos pela dupla Alva, que traz sua primeira contribuição ao universo da dança.
Parabelo: a peça complementar que reflete a cultura regional
Além de “Piracema”, o grupo apresenta o espetáculo “Parabelo”, criação de 1997 que resgata a brasilidade por meio de elementos do sertão e da música regional. Com trilha sonora de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik, a peça destaca ritmos e movimentos típicos do baião, sustentados por uma cenografia com painéis que reproduzem ex-votos de igrejas interioranas. Essa combinação amplia o diálogo do grupo com as raízes culturais brasileiras e oferece ao público uma experiência diversificada durante o Festival de Curitiba.
Impacto cultural e acesso à programação do Festival
A Mostra Lucia Camargo, parte do Festival de Curitiba, apresenta o balé Piracema apoiada por instituições como Petrobras, Sanepar, Governo do Estado do Paraná, Prefeitura e Fundação Cultural de Curitiba, além do patrocínio de EBANX, Viaje Paraná e Copel. O evento reforça o compromisso com a promoção da cultura e a valorização da dança contemporânea no cenário nacional. Os ingressos para as apresentações no Teatro Guaíra custam R$ 85,00 (inteira) e R$ 42,50 (meia-entrada), podendo ser adquiridos pela internet e na bilheteria física no Shopping Mueller, facilitando o acesso do público ao conteúdo artístico.
Fonte: www.parana.pr.gov.br