Casa branca denuncia roubo industrial de tecnologia de IA pela china

AFP

EUA acusam entidades chinesas de copiar modelos avançados de inteligência artificial para ganhos econômicos e estratégicos

Casa branca denuncia roubo industrial de tecnologia de IA pela china
Sede da Casa Branca em Washington, palco das acusações contra a China. Foto: AFP

EUA acusam China de roubo de tecnologia de IA em escala industrial, com práticas que prejudicam inovação e segurança nacional.

Casa Branca aponta roubo de tecnologia de IA em escala industrial pela China

A Casa Branca acusou a China de realizar um roubo em escala industrial de tecnologia de inteligência artificial (IA) desenvolvida por laboratórios americanos. O memorando divulgado por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, alerta que entidades chinesas estariam envolvidas em campanhas deliberadas para desmantelar sistemas avançados de IA dos EUA. Essas informações foram tornadas públicas pouco antes da reunião entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim.

Técnicas usadas para minar a vantagem americana em IA

As campanhas chinesas estariam utilizando técnicas como a destilação, processo que treina modelos menores baseando-se na saída de sistemas maiores para construir produtos eficientes e menos custosos. O memorando aponta o uso de dezenas de milhares de contas proxy para evitar detecção e técnicas de jailbreaking para expor informações proprietárias. Esse método, denominado “destilação industrial”, é visto pelas autoridades americanas como uma prática ilegal que mina os esforços de pesquisa e desenvolvimento dos EUA.

Impactos econômicos e estratégicos das violações de propriedade intelectual

Especialistas como Chris McGuire, do Council on Foreign Relations, afirmam que essas práticas permitem que empresas chinesas compensem déficits em poder computacional e reproduzam ilegalmente capacidades centrais dos modelos americanos. Isso representa uma ameaça à competitividade tecnológica dos EUA e pode comprometer a segurança nacional, especialmente pela possibilidade de modelos destilados serem usados sem as salvaguardas necessárias para evitar usos maliciosos, como o desenvolvimento de armas biológicas ou ataques cibernéticos.

Reação chinesa e contexto diplomático

A embaixada chinesa em Washington classificou as acusações como “pura calúnia”, ressaltando o compromisso da China com a cooperação científica e a proteção da propriedade intelectual. O episódio ocorre em um momento delicado das relações entre EUA e China, com debates intensos sobre controle de exportações, sanções e políticas para conter o avanço tecnológico chinês em áreas sensíveis.

Medidas propostas pelos EUA para conter práticas ilegais de IA

O governo americano pretende compartilhar informações com empresas de IA para ajudá-las a identificar e se proteger contra ataques de destilação não autorizados. Além disso, propostas legislativas na Câmara visam incluir empresas que pratiquem destilação industrial em listas de restrição, dificultando o acesso a tecnologias americanas. Também se discutem sanções contra entidades e controles mais rigorosos sobre exportação de chips e componentes essenciais para IA.

Desafios para o futuro da inovação tecnológica global

A denúncia da Casa Branca destaca um panorama complexo em que a competição tecnológica se mistura com questões diplomáticas e segurança internacional. O avanço da IA, fundamental para setores econômicos e militares, está cada vez mais associado a práticas de espionagem industrial e roubo de propriedade intelectual, o que exige novas estratégias de proteção e cooperação internacional para garantir o desenvolvimento sustentável e seguro dessa tecnologia.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: AFP

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