Integrante da milícia pessoal do banqueiro, Luiz Phillipi Mourão foi preso na operação Compliance Zero e faleceu no hospital João XXIII
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, morreu após tentativa de suicídio durante prisão na operação Compliance Zero, que investiga Daniel Vorcaro.
Contexto da operação Compliance Zero e prisão de Sicário de Daniel Vorcaro
A operação Compliance Zero, deflagrada para investigar suspeitas de fraude no Banco Master, resultou na prisão de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário de Daniel Vorcaro, em 4 de março de 2026, em Belo Horizonte. O nome Sicário, que significa assassino de aluguel, indica a função que ele exercia dentro da organização, apontada como milícia pessoal do banqueiro Daniel Vorcaro. A operação também prendeu Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, envolvendo crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de dispositivos informáticos.
Perfil e atuação de Luiz Phillipi Mourão na milícia de Vorcaro
Luiz Phillipi era responsável por monitorar e ameaçar empresários, ex-funcionários e jornalistas ligados ao Banco Master. Segundo documentos da Polícia Federal, ele coordenava a “Turma”, grupo formado por profissionais com experiência em segurança, contratado para proteger interesses da organização criminosa. Recebia cerca de R$ 1 milhão por mês, valor repassado por Fabiano Zettel e redistribuído entre os integrantes do grupo. Sua ficha criminal inclui passagens por furto qualificado, ameaças, crimes de trânsito, estelionato e associação criminosa.
Tentativa de suicídio e morte de Sicário sob custódia policial
Durante sua custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Luiz Phillipi tentou tirar a própria vida, ação que foi rapidamente impedida pelos agentes presentes. Socorrido imediatamente, foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde permaneceu internado em estado gravíssimo. Na manhã do dia 6 de março, os médicos iniciaram o protocolo de morte encefálica, e o Sicário foi declarado morto às 18h55. Sua morte ocorre em meio à intensa investigação que envolve figuras centrais do Banco Master e sua rede criminosa.
Implicações da morte do Sicário para a investigação da milícia de Vorcaro
A morte de Luiz Phillipi Mourão representa um impacto significativo para as investigações em curso. Como coordenador da milícia pessoal de Daniel Vorcaro, seu depoimento poderia esclarecer detalhes cruciais sobre as operações ilegais e os métodos utilizados pela organização. A continuidade das apurações dependerá da análise dos demais presos, como Vorcaro e Fabiano Zettel, e dos documentos obtidos pela Polícia Federal. A operação reforça o combate à criminalidade financeira e fragmentação de redes criminosas associadas a instituições financeiras.
Histórico criminal e prisões autorizadas pelo STF
A prisão preventiva de Sicário foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destacando a gravidade dos crimes investigados. A extensa ficha criminal de Luiz Phillipi, com envolvimento em crimes variados, reforça seu perfil como peça-chave na milícia do Banco Master. A participação do STF demonstra a complexidade do caso e a amplitude das suspeitas, que envolvem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas eletrônicos. A transferência de Daniel Vorcaro para o Presídio Federal de Brasília também faz parte da estratégia para desarticular a organização criminosa.
Fonte: www.metropoles.com