Ulisses de Oliveira não resistiu aos ferimentos após acidente durante treinamento no Aeroclube do Amazonas
Ulisses de Oliveira, segunda vítima da queda de avião em Manaus, morreu após traumatismos graves durante treinamento no Aeroclube do Amazonas.
A queda de avião monomotor em Manaus provocou a morte de duas pessoas no dia 21 de março de 2026. A manobra de treinamento no Aeroclube do Amazonas terminou em tragédia quando o Cessna 152, matrícula PR-TSM, perdeu altitude durante o procedimento de “toque e arremetida” às 9h, próximo ao Aeródromo de Flores. Ulisses de Oliveira, aluno da aeronave, foi a segunda vítima a falecer, após ser hospitalizado em estado gravíssimo com traumatismos craniano e torácico.
Detalhes do acidente e resposta das equipes de emergência
O instrutor Fernando Lúcio Moreira dos Santos Filho, com vasta experiência de voo e diretor do Centro de Instrução de Aviação Civil do aeroclube, morreu no local do acidente. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foram acionadas rapidamente às 9h30, chegando em cerca de cinco minutos para realizar o resgate e conter possíveis riscos. A operação contou com 14 militares, quatro viaturas, apoio da Polícia Militar e do Instituto Médico Legal, além da perícia técnica para análise da cena.
Perfil do instrutor e condições da aeronave envolvida
Fernando Lúcio acumulava mais de 1,5 mil horas de voo, sendo 400 delas na própria aeronave envolvida, demonstrando amplo conhecimento e familiaridade com o Cessna 152. A aeronave, de pequeno porte, ficou tombada em uma área de vegetação ao lado da pista, com a parte frontal e o motor completamente destruídos, indicando a severidade do impacto.
Importância do procedimento de “toque e arremetida” no treinamento
A manobra realizada no momento do acidente, conhecida como “toque e arremetida”, é um exercício fundamental para pilotos em formação. Ela consiste em simular o pouso e, em seguida, abortar para ganhar altitude, preparando o piloto para situações reais de voo. A perda inesperada de altitude a aproximadamente 30 metros sugere uma falha crítica durante esse procedimento, que será objeto de investigação detalhada.
Investigação e apuração das causas do acidente
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculada à Força Aérea Brasileira, foi acionado para conduzir uma análise minuciosa sobre os fatores que levaram à queda. A apuração irá considerar aspectos técnicos da aeronave, condições meteorológicas, procedimentos adotados e possíveis falhas humanas, essenciais para prevenir futuros acidentes.
Impactos para o Aeroclube do Amazonas e comunidade local
O acidente representa uma perda significativa para o Aeroclube do Amazonas, que há anos vem formando pilotos na região. A morte do instrutor e do aluno afeta emocionalmente a comunidade aeronáutica e levanta questões sobre a segurança nos treinamentos. Autoridades locais e o setor de aviação civil deverão avaliar protocolos para reforçar a prevenção e garantir a integridade dos futuros profissionais.
O episódio da queda de avião monomotor em Manaus evidencia a complexidade e os riscos envolvidos na formação de pilotos, ressaltando a importância da investigação rigorosa para aprimoramento contínuo das práticas de segurança aérea.
Fonte: www.metropoles.com