Secretário-geral do PT no Paraná acusa estratégia de Ratinho Junior de favorecer Sergio Moro e critica escolha de Sandro Alex para a sucessão estadual
Em vídeo, André Vargas afirma que a decisão do governador Ratinho Junior (PSD) de lançar Sandro Alex como pré-candidato ao governo enfraquece o campo governista e pode beneficiar diretamente a candidatura de Sergio Moro no primeiro turno das eleições de 2026.
Declarações de André Vargas sobre a sucessão no Paraná
O secretário-geral do PT no Paraná, André Vargas, fez declarações em vídeo repercutindo a decisão do governador Ratinho Junior (PSD) de escolher o deputado federal Sandro Alex como pré-candidato à sucessão no Governo do Paraná. Segundo Vargas, a escolha representa um movimento político que pode alterar significativamente o equilíbrio da disputa eleitoral de 2026.
Em sua fala, o dirigente petista afirmou que já desconfiava da estratégia do governador e sugeriu que a decisão favorece a candidatura do senador Sergio Moro (PL). “Eu já desconfiava. O Ratinho está em campanha para eleger o Sérgio Moro no primeiro turno”, disse Vargas, em tom crítico à articulação do governador.
O comentário de Vargas ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no estado, com a definição de nomes que devem disputar o Palácio Iguaçu nas próximas eleições. Para ele, a escolha de Sandro Alex não fortalece a base governista, mas pode fragmentar ainda mais o cenário político.
Críticas à escolha de Sandro Alex e impacto nas articulações políticas
Na avaliação de André Vargas, a decisão de Ratinho Junior por Sandro Alex teria deixado de lado nomes considerados mais competitivos dentro do próprio grupo político do governador. Ele citou como exemplos o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, o deputado estadual Alexandre Curi e o secretário estadual Beto Preto, que também eram lembrados nas articulações internas do PSD.
Segundo Vargas, a escolha por Sandro Alex, que não figurava entre os principais favoritos nas discussões iniciais, pode enfraquecer a capacidade de diálogo do grupo governista com outras forças políticas. Ele afirmou que o cenário resultante “impossibilita qualquer tipo de relacionamento com o campo da esquerda”, indicando um possível endurecimento da disputa eleitoral.
O dirigente do PT também defendeu a candidatura de Requião Filho (PDT) como alternativa viável da oposição para o pleito. Em sua avaliação, a construção de uma candidatura competitiva fora do eixo governista seria essencial para levar a disputa ao segundo turno contra o que ele classificou como “extrema direita” no estado.
Contexto da decisão de Ratinho Junior e reorganização do PSD
A declaração de André Vargas ocorre após o anúncio oficial de que o governador Ratinho Junior escolheu Sandro Alex como pré-candidato ao Governo do Paraná. Sandro Alex, que já foi secretário de Infraestrutura e Logística e atualmente exerce mandato como deputado federal, não estava entre os nomes mais cotados dentro do PSD ao longo das discussões internas sobre a sucessão estadual.
Durante o processo de articulação, outros nomes chegaram a ganhar força dentro do partido, como Guto Silva, também ex-secretário estadual, além de Rafael Greca e Alexandre Curi. Ambos, no entanto, acabaram deixando o PSD em meio à indefinição sobre a escolha do candidato oficial do governador, o que evidenciou um racha interno na sigla.
Com a definição de Sandro Alex, o grupo político de Ratinho Junior passa a enfrentar o desafio de consolidar unidade interna e construir apoio em torno de um nome que não era consenso. A decisão também reposiciona lideranças que estavam no entorno do governo e que agora buscam novos caminhos partidários ou alianças para 2026.
Cenário eleitoral no Paraná para 2026
A sucessão no Governo do Paraná já conta com um conjunto diverso de pré-candidatos colocados no tabuleiro político. Entre eles estão Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT), Rafael Greca (MDB), Luiz França (Missão) e Alexandre Curi (Republicanos), compondo um cenário fragmentado e de múltiplas forças em disputa.
Para André Vargas, essa fragmentação pode favorecer candidaturas mais polarizadas, especialmente a de Sergio Moro, que aparece como um dos principais nomes na disputa segundo levantamentos recentes. Ele sugere que a falta de coesão dentro do grupo governista pode abrir espaço para uma vitória no primeiro turno ou para uma disputa altamente concentrada entre polos ideológicos.
No vídeo, Vargas reforça que a oposição deve se organizar para construir uma alternativa competitiva. Ele também defendeu maior articulação entre partidos de esquerda e centro-esquerda para evitar dispersão de votos no primeiro turno e aumentar as chances de chegar ao segundo turno com força suficiente para derrotar o bloco da direita.
Repercussão política e expectativa para o processo eleitoral
A escolha de Sandro Alex por Ratinho Junior e as críticas feitas por André Vargas ampliam o debate político no Paraná sobre a sucessão estadual. Enquanto o governo busca consolidar sua base em torno de um nome considerado de confiança, a oposição avalia que a decisão pode reorganizar o cenário eleitoral de forma a beneficiar adversários diretos do grupo governista.
O processo eleitoral de 2026 ainda está em fase inicial, mas as movimentações recentes indicam uma disputa intensa, com múltiplas candidaturas e possíveis rearranjos partidários nos próximos meses. A tendência é que o debate político se intensifique à medida que as campanhas se aproximem e as alianças sejam formalizadas.
Fonte: declarações em vídeo de André Vargas e informações do g1 Paraná e Banda B sobre a escolha de Sandro Alex como pré-candidato ao Governo do Paraná.