Deputado e senadora protocolam investigação por suposto estupro de vulnerável envolvendo parlamentar de Alagoas
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke encaminham à PF denúncia contra relator da CPMI do INSS por suposto estupro de vulnerável.
Denúncia contra relator da CPMI do INSS é protocolada na Polícia Federal
No dia 27 de março de 2026, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) levaram à Polícia Federal uma denúncia formal contra Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, por suposto estupro de vulnerável ocorrido em Alagoas. A denúncia envolve uma jovem que teria sofrido abuso aos 13 anos e hoje possui 21 anos, além de uma filha de 8 anos, fruto do suposto crime. O documento protocolado contém ainda evidências de tentativas de suborno para garantir o silêncio e impedir o avanço das investigações.
Contexto político e confronto recente na CPMI do INSS
A denúncia foi apresentada no mesmo dia em que Lindbergh Farias e Alfredo Gaspar protagonizaram uma discussão acalorada no colegiado da CPMI do INSS, quando o deputado petista chamou o relator de “estuprador”. Lindbergh justificou o termo por um sentimento acumulado. Em resposta, Alfredo Gaspar anunciou que irá processar Lindbergh e apresentar representação ao Conselho de Ética da Câmara. O episódio intensifica o clima tenso ao redor da comissão que investiga irregularidades no INSS.
Detalhes da acusação e provas anexadas à denúncia
De acordo com os parlamentares, a vítima teria sido levada ao Rio de Janeiro para o parto da filha, que teria sido registrada em nome de terceiros para ocultar a filiação biológica. A denúncia também inclui provas de suborno, apontando transações financeiras de R$ 70 mil e R$ 400 mil com o objetivo de garantir impunidade e impedir a divulgação dos fatos. O documento ainda solicita a inclusão da vítima, da criança e de testemunhas no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas ou a adoção de medidas protetivas equivalentes.
Resposta de Alfredo Gaspar às acusações
Alfredo Gaspar negou as acusações em entrevista no Senado e apresentou um vídeo de uma jovem, que seria supostamente a vítima, afirmando que não nasceu em decorrência de estupro. Segundo ele, ela é filha de um primo em uma relação extraconjugal consensual e não conhece o parlamentar. Gaspar classificou as denúncias como falsas e levianas, atribuindo-as a uma tentativa de desviar o foco das investigações da CPMI do INSS. Ele anunciou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis, incluindo ações no Conselho de Ética e na Polícia Legislativa.
Implicações para a CPMI do INSS e próximos passos da investigação
A denúncia contra o relator da CPMI do INSS coloca em evidência o ambiente de tensão dentro da comissão que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. O caso pode impactar a credibilidade e o andamento dos trabalhos, exigindo cuidados na condução das apurações. As autoridades policiais agora devem analisar as provas apresentadas e definir medidas de proteção para os envolvidos, enquanto os parlamentares seguem em atrito público e judicial.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo