Ex-governador do Rio reafirma intenção de disputar o Senado e recorrer da decisão da corte eleitoral
Castro mantém candidatura ao Senado mesmo após ser declarado inelegível pelo TSE por abuso de poder.
Castro mantém candidatura ao Senado mesmo após decisão do TSE
Cláudio Castro mantém candidatura ao Senado, mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter declarado sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, conforme decisão divulgada em 24/03/2026. O ex-governador do Rio de Janeiro afirmou que pretende recorrer da decisão da corte eleitoral e reafirmou sua intenção de disputar o pleito. Castro foi condenado por irregularidades na contratação de milhares de servidores públicos sem transparência durante sua gestão.
Contexto da inelegibilidade e suas consequências políticas no Rio de Janeiro
A condenação do TSE sobre Castro já era prevista por seus aliados, que tentaram evitar o julgamento plenário com a renúncia do ex-governador na noite de 23/03/2026. A saída dele do cargo abriu caminho para a convocação de uma eleição indireta para o mandato-tampão, uma medida prevista pela Constituição estadual para casos de ausência simultânea do governador e do vice nos últimos dois anos de mandato. Dessa forma, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terá a responsabilidade de eleger um novo governador temporário que ficará no cargo até a posse do eleito nas eleições de outubro.
A eleição indireta para mandato-tampão e a nova gestão interina
Com a renúncia de Castro e a ausência do vice-governador Thiago Pampolha, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o governo estadual. Ele tem o prazo de 48 horas para convocar a eleição indireta do mandato-tampão. Este processo é crucial para garantir a continuidade administrativa do estado, diante das instabilidades provocadas pelo afastamento dos titulares do Executivo fluminense.
Impactos na Assembleia Legislativa do Rio e mudanças no comando
Além das mudanças no Executivo, a Assembleia Legislativa do Rio enfrenta sua própria crise. O presidente afastado da Casa, Rodrigo Bacellar (União), foi condenado à perda do mandato por suspeitas relacionadas a vazamento de informações da Polícia Federal. A prisão de Bacellar chegou a ser decretada pelo STF, mas posteriormente revogada pela própria Assembleia. Atualmente, o comando interino da Casa está sob Guilherme Delaroli (PL), cenário que reforça o contexto delicado das instituições estaduais.
Perspectivas e desafios para Castro e o cenário eleitoral de 2026
Apesar da inelegibilidade imposta pelo TSE, aliados de Cláudio Castro apostam na possibilidade de que ele dispute as eleições para o Senado sub judice, enquanto recorre da decisão. A renúncia foi interpretada como uma estratégia para evitar o constrangimento de uma possível cassação durante o julgamento e preservar a viabilidade política do ex-governador. O pleito de outubro, portanto, terá desdobramentos importantes para a composição do Senado e o equilíbrio das forças políticas no Rio de Janeiro.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Vinícius Schmidt/Metrópoles