Senador destaca que acordo parcial não será aceito pelo STF e que delação deve esclarecer esquema no Banco Master
Senador Carlos Viana afirma que só aceitará delação completa de Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.
A transferência de Daniel Vorcaro para a sede da Polícia Federal em Brasília
Em 19 de março de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Vorcaro está preso desde o início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Essa movimentação gerou repercussão no Congresso Nacional, especialmente pela proximidade da investigação da CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A posição do senador Carlos Viana sobre a delação de Daniel Vorcaro
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, foi enfático ao comentar a possibilidade de delação premiada do banqueiro. Segundo Viana, a delação de Daniel Vorcaro tem que ser completa, sem omissões ou seleções. Caso a defesa opte por uma delação seletiva, o senador afirmou que o ministro André Mendonça não a aceitará. Para Viana, uma delação integral é essencial para esclarecer a extensão e os envolvidos no esquema bilionário que envolve o Banco Master.
Impactos da delação na investigação do esquema financeiro no Banco Master
A delação premiada, se aceita e completa, tem potencial para revelar os nomes e papeis de diversos atores envolvidos no esquema ilícito que tem sido investigado. A CPMI do INSS, presidida por Carlos Viana, aposta que as provas coletadas e os depoimentos poderão abrir novas linhas de investigação e responsabilizar envolvidos. A operação policial e a transferência de Vorcaro indicam uma fase mais avançada da apuração e um esforço para obter informações detalhadas.
O papel do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal no caso
A autorização do ministro André Mendonça para a transferência de Vorcaro demonstra o envolvimento do STF na supervisão das medidas cautelares relacionadas à prisão e colaboração premiada. A Polícia Federal, responsável pela custódia e pela Operação Compliance Zero, mantém o banqueiro em Brasília, possibilitando maior controle e segurança para o andamento das investigações. Essa estrutura é fundamental para garantir a integridade dos procedimentos.
Perspectivas para os próximos passos da investigação e delação
Com a transferência e a posição clara do senador Carlos Viana, a expectativa é que Daniel Vorcaro apresente uma colaboração detalhada e abrangente. A CPMI do INSS e as autoridades envolvidas aguardam o conteúdo da delação para avançar nas apurações e avaliar a responsabilização dos envolvidos. O cenário político e judicial permanece atento aos desdobramentos desse caso emblemático, que pode impactar a gestão e a fiscalização no setor financeiro.
Fonte: www.metropoles.com