Volume de serviços mostra queda em dezembro, apesar do crescimento anual forte

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Setor de serviços no Brasil perde ritmo no último mês de 2025, mas mantém expansão significativa no ano

O volume de serviços no Brasil caiu 0,4% em dezembro de 2025, interrompendo a sequência de altas, mas o setor cresceu 2,8% no ano.

Confira a programação completa dos resultados do setor de serviços em dezembro de 2025

Dezembro/Transportes: queda de 3,1%, afetando todos os modais (terrestre, aéreo e aquaviário).
Dezembro/Serviços auxiliares aos transportes e correios: recuo de 4,9%.
Dezembro/Outros serviços: retração de 3,4%.
Dezembro/Serviços de informação e comunicação: avanço de 1,7%.

  • Dezembro/Serviços prestados às famílias: crescimento de 1,1%.

Análise do volume de serviços e suas implicações econômicas em dezembro de 2025

O volume de serviços apresentou uma queda de 0,4% em dezembro de 2025 em relação a novembro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE. Essa redução interrompe uma série de resultados positivos mensais, embora o setor tenha acumulado expansão de 2,8% ao longo do ano. Esse recuo sinaliza uma perda de tração no último trimestre, refletindo uma desaceleração econômica que preocupa analistas. Economistas como Rafael Perez e Sara Paixão destacam que o transporte, principal vetor da queda, sofreu influência em diversos modais, especialmente no transporte de passageiros. Por outro lado, segmentos ligados à tecnologia e serviços às famílias mostraram resistência diante do cenário. O desempenho do setor é fundamental para a economia, visto que é um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Impacto da queda do volume de serviços na política monetária e inflação

A desaceleração do volume de serviços em dezembro também afeta as expectativas para a política monetária. A redução na receita nominal do setor, que caiu 0,7%, indica um alívio nos preços e pode pressionar positivamente a inflação. Essa sinalização é considerada relevante pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que analisa a possibilidade de iniciar cortes na taxa Selic, atualmente em 15%. Economistas do PicPay e do Inter avaliam um corte inicial entre 0,25 e 0,5 ponto percentual já na reunião de março. Assim, o resultado negativo da PMS, apesar de indicar menor atividade, traz perspectivas favoráveis para a inflação e a condução da taxa de juros.

Projeções para o setor de serviços e o PIB em 2026: divergências e consensos

As perspectivas para o setor de serviços em 2026 divergem entre os especialistas. Alguns economistas, como Felipe Tavares, preveem uma desaceleração mais intensa, com crescimento inferior a 1%, devido à política monetária restritiva. Contrapondo essa visão, a XP e o C6 Bank projetam aceleração, estimando crescimento próximo a 3%, apoiado por melhora da renda disponível e estímulos governamentais, incluindo medidas fiscais e crédito. A reforma do Imposto de Renda também é apontada como fator positivo para a renda das famílias. Apesar das divergências, o consenso aponta para um crescimento do PIB entre 1,7% e 2,0% em 2026, com o setor de serviços mantendo-se como sustentação econômica. Entretanto, o cenário fiscal e monetário impõe limites ao ritmo de expansão.

Setores de tecnologia e serviços às famílias demonstram resiliência em ambiente de juros elevados

O desempenho dos serviços de informação, comunicação e os serviços prestados às famílias em dezembro de 2025 evidenciou resiliência frente à desaceleração geral. Os serviços de informação e comunicação cresceram 1,7%, enquanto os ligados às famílias avançaram 1,1%. Economistas destacam que o segmento tecnológico é menos sensível aos ciclos econômicos e aos juros altos, o que contribui para sua estabilidade. Já o crescimento dos serviços às famílias é atribuído ao aumento da demanda por lazer e entretenimento, impulsionados pelo maior poder aquisitivo no fim do ano. Esses segmentos atuam como elementos de suporte para o setor de serviços, ajudando a mitigar os efeitos da desaceleração em outros ramos.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: ANTT

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