Médico registra onças e fauna do Cerrado em projeto voluntário

grafada durante monitoramento na Serra dos Pireneus. Foto

Leandro Carvalho Vitorino alia medicina e conservação para monitorar onças-pintadas na Serra dos Pireneus, Goiás

Médico urologista troca o jaleco pelas trilhas do Cerrado para monitorar onças-pintadas e registrar a fauna local em Goiás.

Confira a programação de monitoramento e métodos utilizados

Dias de folga: saída de Goiânia para Serra dos Pireneus, entre Pirenópolis, Corumbá de Goiás e Cocalzinho de Goiás
Métodos: armadilhas fotográficas, estúdios de selva, registros com câmeras manuais, identificação de pegadas, marcas, odores e fezes, análise de carcaças abatidas, uso de colar GPS

A trajetória de Leandro Carvalho Vitorino no monitoramento de onças-pintadas

O médico urologista Leandro Carvalho Vitorino tem monitorado onças-pintadas no Cerrado goiano desde 2009, quando iniciou seu interesse pela fauna local por meio da fotografia. Já formado em medicina, ele alia sua paixão pela natureza ao voluntariado ao documentar a presença dos felinos nas trilhas da Serra dos Pireneus. A dedicação pessoal transformou-se em parceria com grupos de pesquisa e instituições ambientais, ampliando o alcance do seu trabalho.

Descobertas e comportamento das onças-pintadas no Cerrado goiano

O monitoramento voluntário revelou que as onças-pintadas da Serra dos Pireneus apresentam alta capacidade de adaptação à presença humana, evitando contato direto e utilizando áreas preservadas e propriedades rurais para deslocamentos extensos. Registros indicam que a região é um corredor ecológico fundamental que conecta populações de onças do Planalto Central, Serra da Mesa e Vale do Araguaia. Esses dados reforçam a importância da conservação desses habitats para a manutenção da biodiversidade local.

Impacto da presença da onça-pintada para o equilíbrio ambiental na Serra dos Pireneus

Segundo Leandro, a onça-pintada é um termômetro ambiental, sinalizando a saúde do ecossistema da região, já que sua sobrevivência depende da disponibilidade de água, presas e cobertura vegetal adequada. A preservação da espécie contribui para o equilíbrio da cadeia alimentar e indica a manutenção da biodiversidade. Contudo, o felino enfrenta ameaças como caça, atropelamentos, perda de habitat e conflitos com criadores de gado, além da necessidade urgente de maior conscientização pública sobre sua importância.

Divulgação científica e educação ambiental como ferramentas de conservação

Leandro criou em 2019 a página Bichos dos Pireneus, onde compartilha imagens e informações da fauna local com uma linguagem acessível para sensibilizar a sociedade sobre a conservação ambiental. O projeto pessoal inclui ainda um livro fotografico com mais de 300 páginas dedicado à vida selvagem da Serra dos Pireneus, aguardando recursos para publicação. A iniciativa destaca a relevância do voluntariado e da educação ambiental na valorização do bioma Cerrado e de suas espécies ameaçadas.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: grafada durante monitoramento na Serra dos Pireneus. Foto

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