Ex-dirigentes do INSS formalizam delação e envolvem Lulinha e políticos

investigação aponta participação de ex-servidores do inss em esquema de fraudes e detalha suposta ligação do filho do presidente e outras figuras políticas

Ex-dirigentes do INSS firmam delação premiada e citam Lulinha e políticos em esquema de fraudes na autarquia.

Ex-dirigentes do INSS formalizam delação e citam Lulinha e políticos

A delação premiada dos ex-dirigentes do INSS, Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis, revelou envolvimento do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de outros políticos em fraudes dentro do instituto. A investigação, com foco na farra dos descontos ilegais em aposentadorias, ganhou maior intensidade em fevereiro de 2026, com os delatores sob custódia desde novembro de 2025. Os fatos levantam questões sobre o alcance da corrupção e possíveis impactos políticos no cenário nacional.

Detalhes das acusações contra os ex-dirigentes do INSS e seus esquemas

Virgílio Oliveira Filho, ex-procurador do INSS, é acusado de receber cerca de R$ 11,9 milhões provenientes de empresas ligadas a entidades que efetuavam descontos ilegais em aposentadorias. Grande parte dos recursos, aproximadamente R$ 7,5 milhões, teria vindo do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado Careca do INSS. Além disso, houve um aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões identificado pela Polícia Federal, incluindo a aquisição de imóveis milionários pela família de Virgílio. André Fidelis, ex-diretor de Benefícios, teria recebido R$ 3,4 milhões em propinas entre 2023 e 2024 para facilitar acordos de cooperação técnica que resultaram em descontos automáticos no benefício de milhares de aposentados.

Política e influência: quem são os políticos citados na delação

Entre os nomes mencionados no esquema está Flávia Péres, antiga ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo Jair Bolsonaro, que negou qualquer envolvimento. Lulinha também foi citado, cuja defesa afirmou categoricamente que ele não tem qualquer relação financeira, pessoal ou profissional com os delatores e que não participou de fraudes. A implicação desses nomes expõe como o esquema poderia ter ramificações políticas significativas, ampliando o impacto da investigação e a atenção dos órgãos de controle e da opinião pública.

Repercussões jurídicas e respostas das defesas até o momento

A detenção dos ex-dirigentes desde novembro de 2025 demonstra o avanço das apurações. Enquanto Virgílio nega que exista acordo formal de delação, a investigação avança com base nos depoimentos obtidos e outras provas. A defesa de Lulinha destacou a ausência de informações concretas sobre seu suposto envolvimento e criticou a divulgação prematura de dados sigilosos que podem ser usados para fins políticos. A movimentação da CPMI do INSS no Congresso também reforça o monitoramento institucional das denúncias.

Contexto histórico e impacto potencial das fraudes no sistema previdenciário

A Farra do INSS revela vulnerabilidades graves nas gestões do órgão, que permitiram o desconto ilegal de valores dos benefícios de quase 35 mil aposentados, resultando em prejuízo bilionário. Esse esquema não apenas afeta a sustentabilidade do sistema previdenciário como também reduz a confiança da sociedade nas instituições públicas. Os desdobramentos das delações premiadas e investigações correlatas podem provocar mudanças estruturais e reforçar o combate à corrupção no setor público brasileiro.

Fonte: www.metropoles.com

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