Investigação revela envolvimento do ex-ministro da Previdência no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados
Ex-ministro Carlos Lupi é citado em delação premiada envolvendo esquema de descontos ilegais no INSS durante governo Lula.
Contexto da delação e o papel de Carlos Lupi na investigação
A delação premiada dos ex-dirigentes do INSS, André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, trouxe luz sobre o envolvimento de Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência no governo Lula, em um esquema de descontos ilegais aplicados aos benefícios de aposentados e pensionistas entre junho de 2023 e setembro de 2024. Durante sua gestão, Lupi foi citado em documentos oficiais da Polícia Federal que comprovam sua tentativa de proteger integrantes da cúpula do INSS ligados ao esquema.
Operação Sem Desconto e a repercussão política
Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Sem Desconto resultou nas prisões de membros da direção do INSS e na exoneração do então presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, que recebia pagamentos ilegais de R$ 250 mil mensais. A demissão ocorreu nove dias após a operação, evidenciando impactos diretos na governança do Ministério da Previdência e afetando a imagem do governo Lula.
Envolvimento de aliados e familiares na estrutura fraudulenta
Além de Lupi, a investigação aponta o apadrinhamento político de Adroaldo Portal, indicado para a segunda posição no Ministério da Previdência, que também foi alvo da Polícia Federal. A rede de favorecimentos inclui relações pessoais, como a amizade do ex-ministro com a advogada Tônia Galleti, cujo sindicato teve familiares recebendo valores milionários. O aumento significativo dos descontos ilegais, de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões, evidenciou a amplitude da fraude.
Crescimento dos descontos ilegais e prejuízos aos beneficiários
Durante cerca de um ano, denúncias e alertas sobre os descontos indevidos não foram atendidos pelo ex-ministro, permitindo o salto considerável dos valores descontados ilegalmente, em prejuízo direto a milhares de aposentados e pensionistas. A investigação detalha como os descontos foram autorizados e operacionalizados por múltiplas entidades com acordos técnicos habilitados na gestão de André Fidelis.
Repercussões e desdobramentos recentes no cenário político
O caso gerou intensos embates políticos, inclusive com confrontos físicos na CPMI do INSS após a aprovação da quebra dos sigilos do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, também mencionado nas investigações. A Polícia Federal identificou movimentações financeiras suspeitas e aquisições de bens milionários por envolvidos, reforçando a complexidade e o alcance do esquema criminoso.
Fonte: www.metropoles.com