Exército israelense lança ofensiva em larga escala, mirando infraestrutura iraniana e ampliando operações no Líbano
Israel intensifica ataques contra Irã e Líbano em nova fase da guerra, ampliando ofensivas e visando infraestrutura do regime iraniano.
Israel intensifica ataques em larga escala contra Irã e Líbano em 6 de março de 2026
Israel intensifica ataques contra o Irã e o Líbano nesta sexta-feira (6/3), em uma ofensiva que marca uma nova fase da guerra entre os países. O exército israelense iniciou bombardeios contra cidades iranianas como Teerã, Chiraz, Ispahan e Karaj, atingindo principalmente infraestruturas do regime e bases militares, além de áreas residenciais nas zonas leste e oeste da capital iraniana. No Líbano, ataques também foram registrados na periferia sul de Beirute e no vilarejo de Dours, enquanto as forças terrestres israelenses avançam para ampliar o controle na fronteira.
Impacto dos ataques israelenses nas cidades iranianas
Os ataques começaram por volta das 5h30, horário local, com aviões israelenses pousando em diferentes bairros da capital iraniana e outras cidades estratégicas. Segundo relatos, pelo menos 20 pessoas morreram em Chiraz, onde as infraestruturas militares foram alvo principal, mas prédios residenciais também foram atingidos. A população local enfrenta medo e deslocamento, com muitos deixando Teerã para áreas mais seguras, ainda que serviços básicos como água e eletricidade estejam funcionando. A ofensiva israelense tem o objetivo declarado de desmantelar a infraestrutura militar do regime iraniano e neutralizar suas capacidades bélicas.
Avanços israelenses e respostas no Líbano
No Líbano, a situação também se agravou com ataques contínuos contra seis localidades ao sul de Beirute, que enfrentou sua pior noite desde o início do conflito, afetando cerca de 2 milhões de pessoas. Colunas de fumaça e destroços marcam as áreas atingidas, sem registro imediato de vítimas, mas com impactos significativos à população civil. Israel ordenou que suas tropas terrestres avançassem para ampliar a zona de controle na fronteira, gerando respostas do grupo Hezbollah, que emitiu ordens de evacuação para áreas próximas e realizou disparos de artilharia contra posições israelenses.
Capacidade ofensiva mantida pelo Irã e ameaças de escalada
A Guarda Revolucionária iraniana mantém sua capacidade ofensiva, anunciando o disparo de mísseis em direção a Tel Aviv e indicando o uso de armas mais potentes com maior poder de destruição. Desde o início do conflito, as forças iranianas teriam utilizado cerca de 2 mil drones e 600 mil mísseis. Países da região, como Arábia Saudita e Catar, interceptaram ataques iranianos com drones e mísseis que visavam bases aéreas, enquanto no Bahrein, ataques atingiram hotéis e edifícios. O general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária, afirmou que a partir desta sexta-feira haverá uma intensificação do uso de armamentos.
Contexto geopolítico e declarações de líderes internacionais
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, declarou que a guerra entrou em uma nova fase após a fase inicial de ataque surpresa, destacando o objetivo de desmantelar o regime iraniano e suas capacidades militares. Enquanto isso, o presidente americano Donald Trump descartou o envio de tropas terrestres ao Irã no momento, enfatizando a intenção de remover a liderança do país e impedir sua reconstrução militar futura. A escalada do conflito gera preocupação internacional, com impactos diretos na estabilidade do Oriente Médio e no panorama de segurança global.
Fonte: www.metropoles.com