Investigação revela esquema sofisticado que aplicava fraudes em imóveis no DF e Goiás
Mulher foi presa suspeita de aplicar golpes por meio de falsos anúncios de aluguel no Distrito Federal e Goiás.
Apreensão e prisão revelam esquema ativo de golpes de falso aluguel no Distrito Federal
A investigação da 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural revelou um esquema sofisticado de golpes de falso aluguel que vinham sendo aplicados no Distrito Federal e no Entorno, incluindo Goiás. A prisão da suspeita, uma mulher de 31 anos, ocorreu em 24 de fevereiro de 2026, em Taguatinga, após denúncias de vítimas que sofreram prejuízos financeiros por meio de anúncios de imóveis inexistentes em Águas Claras, Plano Piloto e Pirenópolis (GO). A keyphrase “golpes falso aluguel Distrito Federal” é central para compreender a gravidade e alcance dessas fraudes.
Método usado para aplicar golpes por meio de falsos anúncios de aluguel
A suspeita criava anúncios atrativos, com fotografias e valores abaixo do mercado para apartamentos inexistentes. O contato inicial era feito por meio dos anúncios, mas logo as conversas migravam para aplicativos de mensagens, em que a mulher instaurava um senso de urgência, mencionando alta demanda pelo imóvel para pressionar as vítimas a realizarem pagamentos adiantados via Pix, sob a justificativa de reserva ou garantia. Após o pagamento, as comunicações eram interrompidas ou as respostas se tornavam evasivas, evidenciando o caráter fraudulento da negociação.
Impacto e extensão dos golpes entre 2022 a 2025 no Distrito Federal e Goiás
A investigação constatou a existência de pelo menos 37 ocorrências relacionadas ao golpe, registradas entre 2022 e 2025, indicando a continuidade e organização do esquema criminoso. A suspeita adaptava constantemente suas estratégias, alterando locais dos anúncios e apresentando variações no discurso conforme o perfil das vítimas, o que dificultava a identificação e prevenção do golpe. Em alguns casos, documentos e imagens falsificados eram enviados para conferir maior credibilidade às fraudes.
Procedimentos da polícia e apreensão de dispositivos eletrônicos durante a operação
Durante a operação realizada em Taguatinga, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do mandado de prisão preventiva contra a investigada. Diversos aparelhos eletrônicos foram confiscados, entre eles um celular usado pela suspeita no momento da abordagem, no qual foram encontradas mensagens com uma nova vítima interessada em imóvel falso em Águas Claras. Isso demonstra que o esquema permanecia ativo mesmo na data da prisão, reforçando a necessidade de rápida ação policial para impedir a continuidade dos golpes.
Consequências legais e possíveis penas para a investigada pelos crimes cometidos
Com base nas evidências reunidas, a suspeita deverá responder por estelionato eletrônico, crime que pode acarretar pena de até oito anos de reclusão por ocorrência. Considerando o número elevado de casos e a continuidade delitiva, a pena pode ser ampliada, ultrapassando 13 anos de prisão, além do pagamento de multa. Essa situação evidencia a gravidade dos golpes praticados e a resposta firme das autoridades para combater crimes relacionados a fraudes imobiliárias no Distrito Federal e Entorno.
Fonte: www.metropoles.com