Decisão do STJ determina saída do empresário do presídio de Tremembé para regime domiciliar no contexto da Operação Ícaro
Superior Tribunal de Justiça determina prisão domiciliar para empresário Celso Araújo, peça-chave da Operação Ícaro contra esquema de corrupção na Ultrafarma.
Nova fase do Caso Ultrafarma marca prisão domiciliar para Celso Araújo
O Caso Ultrafarma ganhou destaque em 16 de março de 2026 com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu prisão domiciliar para o empresário e lobista Celso Eder Gonzaga de Araújo. Ele estava detido na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, e é apontado como peça-chave da Operação Ícaro, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fraudes em créditos tributários. Celso Araújo, considerado parceiro do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, voltou a ser o centro das atenções após a mudança no regime prisional.
Entendimento e alcance da Operação Ícaro no combate à corrupção
A Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), mira uma rede que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. O esquema, que envolve Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, Mario Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, e auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, beneficiava-se de fraudes em créditos tributários. A investigação revelou uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro e corrupção, com apreensões significativas de bens luxuosos, incluindo relógios e pedras preciosas.
Bens e patrimônio que evidenciam a magnitude do esquema
Entre os elementos que revelam a dimensão do esquema estão os bens apreendidos na residência de Celso Araújo, em Alphaville. Foram encontrados pacotes de esmeraldas, 47 milhões de reais em rubis, dinheiro em espécie, criptomoedas, dólares, euros e relógios avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões. Além disso, o empresário possui uma fortuna declarada que ultrapassa R$ 180 milhões, incluindo uma fazenda na Chapada dos Guimarães avaliada em R$ 17 milhões e um prédio no mesmo bairro onde residia.
Ligações familiares e empresas suspeitas na estrutura criminosa
A investigação também revelou envolvimento da empresa Smart Tax Consultoria, ligada a Kimio Mizukami da Silva, mãe do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Transferências de cerca de R$ 16,7 milhões entre junho de 2022 e janeiro de 2024 foram feitas a Celso Araújo e sua esposa, reforçando a suspeita de lavagem de dinheiro. A empresa Dac Meio de Pagamento, também associada a Kimio, aparece como parte da rede, com um capital declarado de R$ 3,4 bilhões lastreado em documentos e papéis questionáveis.
Impactos e desdobramentos futuros do Caso Ultrafarma na justiça
A concessão da prisão domiciliar para Celso Araújo pode influenciar o desenrolar da Operação Ícaro e as investigações sobre o esquema de corrupção que atingiu setores empresariais e fiscais. O caso expõe falhas no controle tributário e fortalece a necessidade de maior vigilância contra fraudes fiscais. Autoridades continuam monitorando de perto o desenlace das investigações, com expectativa de novas medidas e possíveis prisões relacionadas ao núcleo central do esquema.
Fonte: www.metropoles.com