Fifa pode investigar prêmio da paz concedido a Donald Trump

Joyce N. Boghosian/Official White House / Jogada10

Parlamentares europeus questionam decisão de Gianni Infantino e pedem apuração ética na Fifa

Parlamentares europeus pedem que a Fifa investigue o Prêmio da Paz concedido a Donald Trump por possível violação ética.

Parlamentares europeus pedem investigação sobre prêmio da paz concedido pela Fifa a Donald Trump

A decisão da Fifa, liderada por Gianni Infantino, de conceder o prêmio da paz a Donald Trump durante a cerimônia do sorteio da Copa do Mundo 2026 em Washington tem gerado intensa controvérsia política. Em julho de 2026, cinquenta integrantes do Parlamento Europeu enviaram uma carta formal à entidade solicitando que o Comitê de Ética da Fifa investigue a concessão da honraria, questionando os critérios adotados e possíveis violações do código de ética, sobretudo no que diz respeito à exigência de neutralidade política dos dirigentes.

Contexto político e atuação dos eurodeputados contra a premiação da Fifa

O grupo que lidera a mobilização contra o prêmio da paz concedido pela Fifa é formado por parlamentares de 13 países europeus, com predominância das bancadas social-democrata, liberal e verde. Entre os principais articuladores estão Barry Andrews, da Irlanda, Lara Wolters, da Holanda, e Niels Fuglsang, da Dinamarca. A iniciativa ressalta a necessidade de transparência e responsabilidade na gestão da Fifa, aspectos vistos como comprometidos pela homenagem a um chefe de Estado considerado polarizador.

Apoio da organização internacional de direitos humanos FairSquare à investigação

A mobilização dos parlamentares europeus recebeu respaldo da FairSquare, ONG dedicada à defesa dos direitos humanos, que classificou a ação como a manifestação política mais contundente contra a gestão da Fifa desde 2015. Na ocasião, o Parlamento Europeu havia exigido a saída de Sepp Blatter da presidência da entidade em meio a uma crise ética. A FairSquare aponta possível violação do artigo 15 do Código de Ética da Fifa, que impõe neutralidade política aos dirigentes da organização.

Reclamação formal da Federação Norueguesa de Futebol contra o prêmio estabelecido pela Fifa

Mesmo antes da carta dos parlamentares, a Federação Norueguesa de Futebol (NFF) já havia protocolado uma queixa formal junto à Fifa, solicitando a extinção do prêmio da paz concedido pela entidade. A NFF é a única associação nacional a manifestar oficialmente oposição à premiação, reforçando o debate sobre os limites éticos da Fifa em sua atuação política e institucional.

Desafios para a Fifa diante da pressão política e da necessidade de transparência

A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a carta enviada pelo Parlamento Europeu nem sobre a reclamação da federação norueguesa. A contestação ao prêmio da paz concedido pela Fifa a Donald Trump representa um desafio para a entidade, que precisa conciliar seus interesses institucionais com demandas por maior ética e neutralidade. A decisão do Comitê de Ética poderá ter impactos significativos na imagem e na credibilidade da organização diante da comunidade esportiva e política internacional.

Fonte: terra.com.br

Tópicos: