Campanha histórica em Milão-Cortina 2026 marca a primeira medalha paralímpica de inverno do país
Brasil encerra Jogos Paralímpicos de Inverno 2026 em 22º lugar com sua primeira medalha, marcando a melhor colocação da história.
Brasil registra melhor desempenho nos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026
O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026 em Milão-Cortina com a melhor colocação da sua história, terminando em 22º lugar no quadro de medalhas. A keyphrase “melhor desempenho jogos paralímpicos de inverno” traduz o marco alcançado pela delegação brasileira, que conquistou sua primeira medalha paralímpica de inverno graças ao desempenho de Cristian Ribera. Esta conquista representa um avanço significativo para o país e realça o esforço crescente no esporte adaptado em modalidades de neve.
Cristian Ribera e a prata histórica no esqui cross-country
Cristian Ribera, natural de Cerejeiras, Rondônia, e criado em Jundiaí, São Paulo, foi protagonista dos Jogos. Com 23 anos, ele chegou como favorito, tendo sido campeão da Copa do Mundo de esqui cross-country paralímpico. Na disputa do sprint sentado em Val di Fiemme, Ribera liderou boa parte da prova e conquistou a medalha de prata ao ser ultrapassado apenas nos metros finais. Essa medalha foi um marco histórico, confirmando o talento e a preparação da equipe brasileira para competições de alto nível no cenário internacional.
Aline Rocha e os recordes femininos que impulsionam o Brasil
Aline Rocha, paranaense de Pinhão, destacou-se ao longo da competição, alcançando o melhor resultado feminino da história do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno. No biatlo sprint de 7,5 km, ela conquistou o sétimo lugar, enquanto nas provas de cross-country manteve posições expressivas: quinto no sprint e nos 10 km, e sétimo no revezamento misto. Esses resultados superam suas próprias marcas anteriores e demonstram a evolução constante das atletas brasileiras nas modalidades de neve.
Maior delegação histórica e diversidade regional da equipe brasileira
A delegação brasileira em Milão-Cortina contou com oito atletas, a maior já enviada para uma edição paralímpica de inverno. Além de Ribera e Rocha, competiram Guilherme Rocha, Wellington da Silva, Elena Sena e Robelson Lula no esqui cross-country e biatlo, e André Barbieri e Vitória Machado no snowboard. A diversidade regional dos atletas, que vêm de São Paulo, Paraná, Paraíba e Rio Grande do Sul, reflete o crescimento do esporte paralímpico em diferentes estados brasileiros.
Impacto e legado para os próximos Jogos Paralímpicos de Inverno 2030
O desempenho brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026 estabelece uma base sólida para os próximos desafios, como os Jogos marcados para os Alpes Franceses em março de 2030. O ciclo inédito de medalhas, que agora inclui conquistas em todas as edições olímpicas e paralímpicas de Verão e Inverno, demonstra o potencial de crescimento do país em esportes de inverno adaptados. Investimentos em treinamento, infraestrutura e parcerias, como o Time São Paulo, são fundamentais para manter e ampliar esse avanço nas próximas edições.
Fonte: www.bemparana.com.br
Fonte: Alessandra Cabral/CPB