Toffoli admite sociedade em resort no Paraná em nota oficial

Agência

Ministro do STF esclarece participação familiar em empreendimento que vendeu fatias a fundos ligados ao banco Master

Toffoli admite sociedade familiar em resort no Paraná e esclarece venda de participação para fundos ligados ao banco Master.

Toffoli admite sociedade familiar em resort durante investigação no Paraná

O ministro Dias Toffoli admitiu, em nota oficial divulgada pelo seu gabinete em 12 de fevereiro de 2026, a participação da família em uma sociedade que detinha parte do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A revelação ocorre em meio ao inquérito que apura fraudes financeiras envolvendo o banco Master, caso no qual o ministro atua como relator. A empresa familiar Maridt, da qual Toffoli é sócio ao lado de irmãos e outros parentes, vendeu sua participação em duas etapas, em 27 de setembro de 2021 e em 21 de fevereiro de 2025, para fundos ligados ao banco Master, conforme detalhado pelo gabinete.

Esclarecimentos sobre a participação societária e legislação aplicável

Segundo o comunicado oficial, o ministro Dias Toffoli está amparado pela Lei Orgânica da Magistratura para integrar o quadro societário de empresas e receber dividendos, desde que não exerça atos de gestão como administrador. A participação da empresa familiar Maridt no resort Tayayá foi devidamente declarada à Receita Federal em todas as etapas. O gabinete reforça ainda que a participação da empresa de Toffoli no empreendimento já havia sido vendida integralmente antes do início das investigações que envolvem o banco Master, que foram notificadas no gabinete do ministro em novembro do ano anterior.

Relação entre o inquérito do banco Master e a sociedade no resort

O inquérito que apura as supostas fraudes financeiras no banco Master ganhou destaque porque o ministro Toffoli é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal. As investigações envolvem tentativas de venda da instituição ao banco BRB, operação que foi barrada pelo Banco Central. A Polícia Federal entregou um relatório ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, mencionando conversas que citam Toffoli em relação ao empreendimento Tayayá, o que resultou na notificação para que o magistrado se manifestasse oficialmente sobre o assunto.

Declarações sobre ausência de relações pessoais e financeiras com investigados

A nota oficial do gabinete de Toffoli afirma categoricamente que o ministro jamais manteve relações de amizade íntima ou financeira com Daniel Vorcaro, principal investigado no inquérito, nem com seu cunhado Fabiano Zettel. Também foi negado o recebimento de qualquer valor financeiro oriundo desses investigados. O comunicado reafirma a postura de transparência do ministro diante das investigações, descartando qualquer conflito de interesses e ressaltando que todas as informações relevantes foram apresentadas às autoridades competentes.

Pressões e questionamentos sobre a condução do caso Master pelo ministro

Desde o início das investigações, o ministro Toffoli tem enfrentado pressões e questionamentos relacionados à sua relatoria no caso Master. Entre os episódios destacados está uma viagem em jatinho particular realizada pelo ministro, na companhia do advogado de um dos investigados, além de decisões consideradas atípicas na condução das provas da Operação Compliance Zero. Tais fatos alimentaram debates sobre a imparcialidade e a condução das investigações, principalmente ao surgirem evidências da venda da participação familiar no resort para fundos vinculados a um dos principais investigados.

A revelação da sociedade de Dias Toffoli no resort Tayayá e a subsequente venda das participações para fundos ligados ao banco Master colocam em evidência desafios sobre a transparência e a confiança na condução de investigações judiciais que envolvem altos magistrados. O caso segue sendo acompanhado com atenção pelas autoridades e pela opinião pública, dada a relevância das instituições envolvidas e o impacto potencial nas práticas de governança e integridade públicas.

Fonte: www.bemparana.com.br

Fonte: Agência

Tópicos: