Em sessão da CPMI do INSS, Aline Bárbara Mota rejeita acusações de repasse financeiro a filho do presidente Lula
Ex-secretária do Careca do INSS rejeita ter feito pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva no depoimento à CPMI em 2 de março.
Contexto do depoimento e negação de pagamentos a Lulinha
No dia 2 de março de 2026, durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, a secretária Aline Bárbara Mota negou que tenha realizado pagamentos ou comprado passagens para Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aline, que trabalhou como secretária e gerente administrativa do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, afirmou desconhecer qualquer relação financeira direta com Lulinha.
Investigação da Operação Sem Desconto e suspeitas contra Lulinha
A Operação Sem Desconto, responsável por investigar supostos descontos irregulares em benefícios previdenciários, tem o Careca do INSS como foco principal. A CPMI busca esclarecer se Lulinha atuou como sócio oculto nas empresas ligadas a Camilo Antunes, levantando suspeitas sobre a origem e destino dos recursos financeiros. Aline declarou não ter conhecimento sobre o caráter ilícito do dinheiro recebido e ressaltou que sua função administrativa não a envolvia em investigações sobre a procedência dos valores.
Audiência e questionamentos dos parlamentares na CPMI
Durante o depoimento, parlamentares como o deputado Rogério Correia questionaram Aline acerca de supostos repasses e entrega de valores a Lulinha. Em resposta, a ex-secretária enfatizou que não desconfiava da natureza do dinheiro e que cumpria suas responsabilidades sem investigar a origem dos pagamentos. A postura adotada por Aline reforça o desafio de desvendar o envolvimento de terceiros nas atividades financeiras do Careca do INSS.
Quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva e repercussão na comissão
Na semana anterior ao depoimento, a CPMI decidiu pela quebra de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís como parte da apuração. A medida, aprovada em votação conturbada, gerou críticas de parlamentares ligados ao governo, que questionaram o processo da votação e seus desdobramentos. A quebra de sigilo visa aprofundar as investigações sobre a possível participação de Lulinha em operações financeiras suspeitas.
Impactos e próximos passos da investigação na esfera política
O depoimento de Aline Bárbara Mota e as medidas adotadas pela CPMI indicam um aprofundamento das investigações sobre a relação do filho do presidente com o caso do Careca do INSS. Os desdobramentos podem influenciar o cenário político e trazer à tona novas evidências relacionadas a possíveis irregularidades em benefícios previdenciários. A comissão segue em trabalho para esclarecer todos os fatos e apresentar conclusões ao Congresso Nacional.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: CNN Brasil