PGR denuncia três policiais por obstrução e associação criminosa no caso Marielle

Nova acusação contra policiais envolve tentativa de atrapalhar investigações ligadas à morte de Marielle Franco e ações de grupos criminosos no Rio de Janeiro

PGR denuncia três policiais por obstrução de justiça e associação criminosa em investigação sobre assassinato de Marielle Franco no Rio de Janeiro.

Denúncia detalha esquema de obstrução e associação criminosa entre policiais civis

A PGR denuncia três policiais civis do Rio de Janeiro por obstrução de justiça e associação criminosa, em conexão com o assassinato da vereadora Marielle Franco. A acusação, apresentada em 13 de fevereiro, revela um padrão sistemático de atuação para atrapalhar investigações que envolvem grupos criminosos no estado, especialmente milícias e operadores de jogos clandestinos. Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, apontado como líder do esquema, é um dos principais acusados. A denúncia destaca que o grupo buscava garantir impunidade para homicídios ligados a esses grupos.

Métodos usados para atrapalhar investigações segundo a Procuradoria-Geral da República

De acordo com o documento da PGR, o grupo atuava removendo inquéritos de delegados não envolvidos no esquema, promovendo sumiço de provas, ocultação de evidências e uso de testemunhos falsos. Além disso, havia falhas intencionais na preservação de elementos probatórios e responsabilização indevida de inocentes. Essas ações comprometiam a eficácia das investigações e garantiam a continuidade das atividades ilegais, como conflitos por territórios e exploração de jogos clandestinos, no Rio de Janeiro.

Contexto da “mercantilização de homicídios” e influência dentro da Polícia Civil

A denúncia da PGR descreve que a organização criminosa estava estruturada dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com Rivaldo Barbosa como líder. O termo “mercantilização de homicídios” reflete o uso criminoso do poder policial para garantir impunidade e lucrar com a exploração de atividades ilegais. Segundo a Procuradoria, Rivaldo teria se comprometido antecipadamente a assegurar que os autores do homicídio de Marielle não fossem responsabilizados, evidenciando o grau de corrupção dentro da instituição.

Tramitação da denúncia e próximos passos no Supremo Tribunal Federal

Embora Rivaldo já responda por organização criminosa e homicídio no processo principal das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, a nova denúncia tramita separadamente. Após a apresentação da defesa prévia pelos acusados, prevista para até 15 dias, o Supremo Tribunal Federal avaliará a existência de indícios para abertura de ação penal. Caso isso ocorra, os três policiais denunciados passarão a responder formalmente no STF, ampliando o escopo da investigação sobre a rede criminosa dentro da Polícia Civil.

Impactos e desdobramentos esperados para o combate à corrupção policial no Rio de Janeiro

A denúncia da PGR representa um desdobramento importante no combate à corrupção e à influência de grupos criminosos no aparato policial do Rio. Ao evidenciar a participação ativa de agentes públicos em práticas ilegais para garantir impunidade, o processo pode contribuir para maior transparência e responsabilização. Especialistas indicam que a continuidade do julgamento no STF será crucial para desarticular estruturas criminosas que comprometem a segurança pública e a justiça no estado.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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