Em entrevista, senador comenta saída de prefeitos do PL, critica Giacobo e afirma que divergências com Bolsonaro ficaram no passado
Sergio Moro defende sua pré-candidatura ao governo do Paraná, minimiza crise interna no PL e destaca alianças políticas para 2026.
Declarações de Moro e críticas a Giacobo
O senador e ex-juiz Sergio Moro comentou o cenário político do Paraná durante entrevista à Jovem Pan News nesta segunda-feira (30). Entre as declarações, ele classificou o deputado federal Fernando Giacobo como “politicamente irrelevante”, em meio às tensões provocadas pela saída de prefeitos do Partido Liberal (PL) após sua filiação à legenda.
Segundo Moro, a debandada de lideranças municipais não deve afetar o partido. “Tem gente que fica insatisfeita e quer sair e tem gente que entra”, afirmou. Ele também sugeriu que parte do movimento foi influenciado por pressões políticas e acredita que alguns dos prefeitos podem retornar ao grupo futuramente.
Saída de prefeitos e articulações políticas
A crise no PL ganhou força na última quinta-feira (26), quando a maioria dos prefeitos filiados ao partido no Paraná anunciou desfiliação em reação à chegada de Moro. O senador, no entanto, minimizou o impacto da decisão e afirmou que sua entrada pode atrair novos integrantes à legenda.
Moro também comentou o papel de Giacobo no episódio, afirmando que o ex-presidente estadual do partido chegou a demonstrar interesse em compor sua chapa como candidato a vice, mas a ideia foi vetada. “Ninguém pode se colocar superior dentro do PL ao Bolsonaro”, declarou. Ele ainda afirmou que a saída de Giacobo não foi apenas voluntária, mas resultado de uma decisão interna do partido.
Formação de chapa e nomes ao Senado
Sobre a composição de sua candidatura ao governo do Paraná, Moro confirmou o nome de Edson Vasconcelos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), como vice. “Preciso de gente íntegra ao meu lado, gente competente. Edson é assim”, disse.
Para o Senado, ele citou Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) como “excelentes nomes”, mas também elogiou Cristina Graeml, destacando que a jornalista poderia integrar o grupo político, embora não haja espaço na chapa majoritária para sua candidatura ao Senado.
Relação com Bolsonaro e posicionamento político
Ao ser questionado sobre os desentendimentos com a família Bolsonaro, Moro afirmou que as divergências ficaram no passado. O senador rompeu com o governo federal em 2020, após acusações envolvendo interferência na Polícia Federal, além de críticas à condução da pandemia e a episódios envolvendo aliados do então presidente.
“A gente tem que olhar para frente. […] Isso ficou no passado”, declarou, indicando tentativa de reaproximação política em meio ao novo cenário eleitoral.
Visão para o Paraná e eleições de 2026
Moro também abordou o cenário eleitoral e afirmou que o Paraná terá papel estratégico nas eleições de 2026, especialmente na disputa presidencial. Segundo ele, o estado pode ampliar a vantagem de aliados políticos em nível nacional.
O senador elogiou a gestão do governador Ratinho Junior, mas afirmou que pretende avançar em áreas como segurança pública. “Ele fez um grande trabalho no governo do Paraná e a gente quer dar continuidade aos bons projetos. […] Trago minha marca histórica, que será ter um governo combativo que previna qualquer espécie de desvio”, afirmou, citando sua atuação na Operação Lava Jato.
Fonte: www.bandab.com.br
Fonte: Agência Senado