Curitiba avalia instalação de radares para controlar poluição sonora de veículos

Projeto de lei propõe fiscalização eletrônica para conter ruídos excessivos causados por escapamentos irregulares em pontos sensíveis da cidade

Curitiba pode instalar radares para medir ruídos de veículos e combater poluição sonora em locais como viadutos e túneis.

A proposta de radares contra poluição sonora em Curitiba e seu contexto

A instalação de radares contra poluição sonora em Curitiba surge como resposta a um problema crescente na cidade: o barulho excessivo causado por escapamentos irregulares de veículos, especialmente em viadutos, trincheiras e túneis. A proposta, protocolada em 23 de janeiro, coloca como referência limites máximos de emissão sonora de 55 decibéis à noite e 65 decibéis durante o dia, níveis já adotados para ambientes urbanos e estabelecidos por normas técnicas. O vereador Renan Ceschin destaca que esses locais estruturais amplificam o ruído, causando transtornos e riscos à saúde e segurança da população.

Impactos da poluição sonora veicular nas áreas urbanas de Curitiba

A poluição sonora provocada por veículos não é apenas um incômodo, mas um fator que afeta diretamente a qualidade de vida e a segurança no trânsito. Os ruídos elevados podem provocar estresse, alterações no sono e problemas auditivos, além de perturbar o sossego público e aumentar o risco de acidentes. Em Curitiba, pontos como viadutos e túneis, por suas características acústicas, intensificam esses efeitos, tornando necessária uma ação específica para o controle do problema.

Como funcionará o sistema de fiscalização eletrônica sonora

Conforme o projeto, os radares instalados medirăo o nível de pressão sonora emitido pelos veículos, registrando também imagens e dados como data, horário e localização da infração. O sistema identificará os veículos que ultrapassarem os limites estabelecidos, possibilitando a aplicação de multas administrativas e, quando cabível, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A tecnologia prevista inclui recursos que garantem a eficácia e a confiabilidade da fiscalização, com potencial para parcerias entre o município e órgãos estaduais, federais ou instituições especializadas.

Destinação das multas e benefícios para a mobilidade urbana

Um diferencial do projeto é a destinação dos recursos arrecadados com as multas. A proposta prevê que esses valores sejam aplicados prioritariamente em ações educativas no trânsito, programas de combate à poluição sonora e melhorias na mobilidade urbana e segurança viária. Essa medida visa não apenas punir infrações, mas promover uma mudança cultural e estrutural no trânsito curitibano, ampliando os benefícios para a população.

Próximos passos para a aprovação e implementação da lei

Após seu protocolo em janeiro, o projeto de lei seguirá para análise nas comissões temáticas da Câmara Municipal de Curitiba. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito, a legislação entrará em vigor a partir da publicação oficial. A partir daí, o Executivo terá um prazo mínimo de 90 dias para instalar os equipamentos e informar a população sobre o novo sistema de fiscalização eletrônica contra a poluição sonora veicular, consolidando um avanço no controle dos ruídos urbanos.

Fonte: www.bemparana.com.br

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