Banco Master tentou ampliar garantia do FGC no Congresso, diz Haddad

Reuters

Ministro da Fazenda revela estratégia do Banco Master para aumentar limite de cobertura e alerta sobre impacto no Fundo Garantidor de Crédito

Banco Master buscou aumentar limite do FGC para R$ 1 milhão, usando o fundo como base para captar clientes e oferecer rendimentos acima do mercado.

Banco Master atuou no Congresso para ampliar limite do FGC

O Banco Master tentou, conforme revelou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, ampliar a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) junto ao Congresso Nacional. A iniciativa, ocorrida até o dia 27 de fevereiro de 2026, buscava elevar o limite de cobertura para cada credor de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, utilizava o FGC como base para seu modelo de negócio, aproveitando a garantia para captar investimentos e oferecer rendimentos superiores à média do mercado.

Estratégia do Banco Master e uso do FGC como lastro

A estratégia do Banco Master consistia em usar a cobertura do FGC como lastro para negociações de aplicações financeiras, especialmente Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Essa tática permitia oferecer juros elevados mesmo sem ter liquidez suficiente para honrar os credores. Vorcaro admitiu que o modelo era “100% baseado no FGC”, o que indica uma dependência total do fundo para sustentar as operações e atrair clientes.

Implicações econômicas e riscos para o Fundo Garantidor de Crédito

Segundo Haddad, embora o rombo causado pelo Banco Master possa atingir entre 30% a 50% do volume do FGC, não há risco sistêmico para a economia brasileira. Isso porque os prejuízos estão concentrados no fundo e não se espalham para outras instituições financeiras. O ministro ressaltou que o banco explorou uma brecha na legislação para realizar essas operações, o que gerou uma “pancada no sistema financeiro brasileiro” focada no FGC.

Possíveis consequências de aumento da cobertura para R$ 1 milhão

Caso o Congresso tivesse aprovado a ampliação do limite para R$ 1 milhão por cliente, o Banco Master teria maior margem para comercializar títulos de alto risco sem garantias reais, aumentando o volume de investimentos atraídos por rendimentos mais altos. Essa mudança poderia ampliar o prejuízo ao FGC e agravar a instabilidade financeira associada ao banco.

Medidas e salvaguardas para proteger o sistema financeiro

As autoridades já encaminharam textos de salvaguardas para a Casa Civil visando evitar novos casos semelhantes. O episódio demonstra a importância de revisões legislativas e regulação rigorosa para prevenir abusos e garantir a saúde do sistema financeiro, especialmente em relação à proteção de investidores por fundos garantidores.

A atuação do Banco Master no Congresso Nacional para ampliar o limite do Fundo Garantidor de Crédito expõe vulnerabilidades regulatórias e destaca a necessidade de maior fiscalização e transparência nas operações financeiras que envolvem garantias públicas. A investigação jornalística aponta para um cenário de risco concentrado no FGC, com impactos significativos mas controlados, segundo o ministro Fernando Haddad.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Reuters

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