Regras na suíça elevam exigência de capital do ubs em us$ 20 bilhões

Pascal Mora/Bloomberg

Governo suíço detalha mudanças regulatórias que reforçam colchões de capital do UBS e suavizam pontos técnicos para o banco

Suíça anuncia aumento de US$ 20 bi na exigência de capital do UBS, equilibrando medidas rigorosas e concessões para o maior banco do país.

Governo suíço detalha aumento da exigência de capital do UBS em US$ 20 bilhões

O governo da Suíça anunciou em 22 de fevereiro de 2026 medidas que podem aumentar em cerca de US$ 20 bilhões a exigência de capital regulatório do UBS. A exigência de capital do UBS é o foco principal desta reforma que visa reforçar a resiliência do maior banco suíço frente a crises financeiras futuras. A ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, lidera a iniciativa que busca corrigir vulnerabilidades evidenciadas pela crise do Credit Suisse em 2023.

A reforma regulatória para subsidiárias estrangeiras do UBS e seu impacto

Um dos pontos centrais do pacote regulatório exige que o UBS mantenha suporte de capital integral — 100% — para suas subsidiárias localizadas no exterior. Esta medida é vista como uma resposta direta à fragilidade do Credit Suisse, que teve sua solvência comprometida por unidades estrangeiras problemáticas. O governo estima que essa regra isoladamente elevará os requisitos de capital da holding suíça do UBS em aproximadamente US$ 19 bilhões, um impacto financeiro significativo para a instituição.

Concessões técnicas para o UBS e flexibilização de regras

Apesar do endurecimento nas regras, o governo também anunciou concessões técnicas importantes para o UBS. Entre elas, está a permissão para que o banco continue reconhecendo ativos fiscais diferidos como parte do seu capital regulatório, além de autorizar a amortização do software neste indicador ao longo de três anos a partir de 2029. Essas concessões, maiores do que o esperado, visam amenizar o impacto imediato sobre o banco e facilitar sua adaptação às novas normas.

Reações do UBS e o debate político em curso

O UBS manifestou preocupação com o aumento das exigências de capital, argumentando que isso poderá prejudicar sua competitividade internacional e limitar a capacidade de crescimento e distribuição de dividendos. Executivos como o presidente do conselho, Colm Kelleher, e o CEO, Sergio Ermotti, têm se posicionado contra os principais pontos da reforma. O projeto ainda deverá passar por um processo legislativo no Parlamento suíço, com debates previstos para começar em 4 de maio, abrindo espaço para possíveis alterações e negociações políticas.

Perspectivas para a estabilidade financeira e competitividade do setor bancário suíço

O governo, o Banco Nacional Suíço e o órgão regulador Finma reforçam que as medidas propostas são fundamentais para aumentar a estabilidade do sistema financeiro, alinhando a razão de capital CET1 do UBS a cerca de 15,5%, compatível com padrões internacionais. A ministra Keller-Sutter destaca que, embora o retorno sobre o patrimônio possa ser maior no curto prazo com menos capital próprio, o aumento do capital próprio assegura a estabilidade do banco em longo prazo. O equilíbrio entre estabilidade e competitividade será o grande desafio na implementação dessas reformas.

Projeções financeiras para o UBS diante das mudanças regulatórias

Mesmo diante das novas exigências de capital, o UBS permanece altamente lucrativo e deve divulgar resultados do primeiro trimestre com estimativa de lucro líquido próximo a US$ 2,4 bilhões. A capacidade financeira da instituição, aliada à adaptação gradual às novas regras, será crucial para que o banco mantenha sua posição no mercado global enquanto cumpre as exigências impostas pelas autoridades suíças.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Pascal Mora/Bloomberg

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