Pequena indústria registra pior desempenho no primeiro trimestre de 2026 desde início da pandemia

Gabriel Pinheiro/Divulgação da CNI

Indicadores da Confederação Nacional da Indústria apontam queda de confiança e desafios financeiros para pequenas indústrias no Brasil

Pequena indústria no Brasil teve no 1° trimestre de 2026 o pior desempenho desde o início da pandemia, com queda na confiança e dificuldades financeiras.

Contexto do desempenho da pequena indústria no primeiro trimestre de 2026

O desempenho da pequena indústria no Brasil alcançou no primeiro trimestre de 2026 o pior nível desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Desempenho recuou de 44,7 pontos no final do quarto trimestre de 2025 para 43,7 pontos em março, ficando abaixo da média histórica de 44,1 pontos. O empresário industrial de pequeno porte, figura central nesse cenário, enfrenta uma conjuntura desafiadora que afeta diretamente o setor.

Queda da confiança entre empresários da pequena indústria

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas empresas manteve trajetória de queda em 2026, atingindo 44,6 pontos em abril, completando 17 meses consecutivos de baixa confiança. Em comparação, o indicador registrava 45,6 pontos no mesmo mês do ano anterior, enquanto a média histórica é de 52,2. Essa continuidade na queda expressa uma percepção negativa do ambiente econômico, dificultando decisões de investimento e expansão.

Deterioração da situação financeira das pequenas indústrias

A situação financeira das indústrias de pequeno porte também apresentou piora considerável, com o indicador atingindo 39 pontos no primeiro trimestre de 2026, o menor desde o primeiro trimestre de 2021. Essa deterioração reflete pressões crescentes sobre custos operacionais, margem de lucro e dificuldades de acesso a crédito, que impactam diretamente a sustentabilidade e o crescimento dessas empresas.

Principais desafios enfrentados: tributos, matéria-prima e juros elevados

No ranking de problemas apontados pelas pequenas empresas nos primeiros meses de 2026, a carga tributária continuou liderando para os setores de transformação e construção, embora tenha perdido um pouco de relevância. Em contrapartida, a falta ou alto custo da matéria-prima cresceu em destaque, principalmente na indústria de transformação, avançando significativamente no ranking e atingindo 34,1% das indicações. As taxas de juros elevadas também ganham importância, principalmente para a indústria da construção, onde saltaram para a segunda posição entre os principais obstáculos.

Impacto da escassez e custos da mão de obra na indústria de pequeno porte

Outro desafio expressivo é relacionado à mão de obra. No setor de transformação, a falta ou alto custo de trabalhadores qualificados foi o terceiro problema mais citado, enquanto na construção a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada assumiu a terceira posição. Além disso, a falta de trabalhadores qualificados também está entre as principais preocupações no segmento da construção. Esta escassez impacta a eficiência produtiva e a competitividade das pequenas indústrias.

Perspectivas moderadas para a pequena indústria em 2026

O Índice de Perspectivas manteve-se em torno de 47,4 pontos em abril de 2026, oscilando próximo à média histórica. Essa moderação nas expectativas revela cautela dos empresários diante do cenário econômico e dos desafios estruturais enfrentados, sinalizando que a recuperação do setor deverá ser gradual e dependente de melhorias no ambiente econômico e nas condições de produção.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Gabriel Pinheiro/Divulgação da CNI

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