Pesquisa da Serasa Experian revela que geração Z e Millennials buscam estabilidade no emprego formal em meio a mudanças no mercado
Pesquisa da Serasa Experian mostra que trabalhadores mais jovens lideram a preferência pelo regime CLT em busca de estabilidade no emprego formal.
Preferência pelo regime CLT cresce entre a geração Z e Millennials
A preferência pelo regime CLT tem ganhado destaque no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre os trabalhadores mais jovens. Segundo pesquisa da Serasa Experian realizada entre novembro e dezembro de 2025, 92,6% da geração Z e 86,8% dos Millennials preferem o emprego formal com carteira assinada, refletindo uma busca por estabilidade em momentos de recolocação profissional.
Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, destaca que essa escolha está diretamente ligada ao contexto de busca por emprego, ressaltando que “a previsibilidade do contrato segue sendo determinante especialmente no início da carreira, mas convive com uma abertura crescente à reinvenção profissional ao longo do tempo”.
Variação da preferência por regime CLT ao longo das gerações
Enquanto os trabalhadores mais jovens lideram a preferência pelo regime CLT, as gerações mais experientes apresentam maior diversidade nas escolhas laborais. A pesquisa aponta que 82,9% da geração X optam pelo emprego formal, mas apenas 50% dos Baby Boomers manifestam essa preferência, dando espaço a formatos alternativos como trabalho liberal (23,3%), terceirizado (16,7%) e pessoa jurídica (10%).
Essa variação mostra uma mudança nas prioridades e formas de trabalho conforme o profissional avança na carreira, evidenciando maior flexibilidade e adaptação a novas realidades econômicas e pessoais.
Reinvenção profissional e disposição para mudança de carreira
O estudo também revela que 69,1% dos brasileiros estão abertos a mudar de carreira nos próximos anos, com maior intensidade entre os profissionais mais experientes. Entre os Baby Boomers, 82,3% demonstram abertura para reinvenção, seguidos pela geração X (70,9%), Millennials (69,4%) e geração Z (56,1%).
Fernanda Guglielmi explica que essa disposição acompanha as mudanças nas prioridades e na relação com o trabalho ao longo do tempo, mostrando que a reinvenção profissional não está restrita ao início da carreira, mas se amplia com a experiência e necessidades pessoais.
Projeções de permanência no mercado de trabalho por geração
As projeções sobre o tempo de permanência no mercado também refletem diferenças geracionais. Entre os Baby Boomers, 36,8% pretendem trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição, enquanto as gerações mais jovens associam sua permanência a marcos etários específicos, indicando carreiras prolongadas:
Geração Z: 24,6% até os 50 anos e 29,7% até os 60 anos
Millennials: 34,8% até os 60 anos
- Geração X: 42,3% entre 60 e 70 anos
Esses dados sugerem uma tendência crescente de extensão da vida profissional, influenciada por fatores pessoais e de saúde.
Fatores que influenciam a permanência e atratividade no mercado de trabalho
Para permanecer ativos, 39,7% dos profissionais valorizam a experiência e conhecimento acumulados, seguidos por 38,5% que destacam investimento em saúde e bem-estar, e 29,5% que consideram oportunidades de requalificação e aprendizado contínuo como essenciais.
Além disso, 53,1% apontam fatores pessoais como determinantes para continuar trabalhando, enquanto apenas 25% mencionam aspectos ligados às empresas e 19,5% ao contexto social.
No que tange à atratividade das empresas, 28,3% dos entrevistados ressaltam salários e benefícios competitivos, 22,3% destacam um ambiente de trabalho saudável e colaborativo, e 13,7% valorizam oportunidades reais de crescimento.
Contextualização dos dados e perspectivas futuras
O levantamento da Serasa Experian, com 1.521 profissionais de diferentes gerações e regiões do Brasil, com margem de erro de 3%, evidencia a complexidade das relações entre trabalhadores e empresas no país. A “preferência pelo regime CLT” reflete não apenas uma busca por segurança, mas também um cenário em transformação que combina estabilidade inicial com flexibilidade e reinvenção ao longo da trajetória profissional.
Essas tendências sinalizam ao mercado a importância de estratégias que conciliem proteção e adaptabilidade para atender às demandas de diferentes gerações, fortalecendo o emprego formal e fomentando a sustentabilidade das carreiras no futuro.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: Fonte: Serasa Experian