A busca pelo álbum oficial e os pacotinhos movimenta milhões, com parcerias estratégicas e pontos de troca ganhando destaque
A febre das figurinhas provoca um movimento financeiro robusto, com vendas de milhões de álbuns e pacotes nos meses que antecedem a Copa do Mundo 2026.
Confira a programação dos pontos de troca e lojas físicas
A febre das figurinhas para a Copa do Mundo 2026 se manifesta também na presença de pontos físicos destinados à venda e troca dos cromos. Entre os locais mais procurados estão:
Shopping Tijuca (Zona Norte, Rio de Janeiro): Segundo piso, funcionamento das 10h às 22h, Av. Maracanã 987, Tijuca.
MetrôRio: Estações Pavuna, Carioca, Uruguaiana e Central do Brasil, segunda a sábado das 7h às 19h, domingos das 8h ao meio-dia.
Shopping Leblon: Piso 0, aberto de segunda a sábado das 10h às 22h, domingos e feriados das 13h às 21h, Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon.
Shopping Nova América: 2º piso, aberto das 10h às 22h, Av. Pastor Martin Luther King Jr. 126, Del Castilho.
- NorteShopping: 1º piso, das 10h às 22h, Av. Dom Hélder Câmara 5.474, Cachambi.
Como a febre das figurinhas movimenta milhões entre colecionadores e varejistas
A febre das figurinhas que antecede a Copa do Mundo 2026 não é apenas um fenômeno cultural, mas também uma potente força econômica. A edição deste ano, a maior já lançada, conta com 980 figurinhas, incluindo 68 especiais, elevando o desafio para os colecionadores.
Na plataforma iFood, a parceria com a fabricante Panini resultou na venda de 6,7 milhões de itens entre álbuns e pacotes entre 30 de abril e 27 de maio, um aumento de mais de 26 vezes em comparação a 2022. O valor movimentado só em pacotinhos atingiu R$ 46,9 milhões, com entregas rápidas em até dez minutos, predominando em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Estratégias dos grandes varejistas para aproveitar a febre das figurinhas
Grandes redes comerciais apostam na febre das figurinhas para impulsionar vendas e ampliar a experiência do consumidor. A Americanas disponibilizou mais de 60 milhões de figurinhas em mais de 1.400 lojas físicas e digitais, vendendo 23 milhões de unidades até maio, com foco nas regiões do Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.
A estratégia incluiu a ambientação temática das lojas, transformando a visita em uma experiência imersiva com espaços instagramáveis. Essa abordagem emocional e interativa visa atrair diferentes perfis de consumidores, equilibrando vendas de produtos oficiais e itens complementares para o período da Copa.
O impacto do preço e a tradição das trocas presenciais na febre das figurinhas
Apesar do entusiasmo, o custo elevado dos pacotinhos, atualmente em torno de R$ 7, tem sido um fator limitante para parte dos colecionadores. Nelson Vinicius, colecionador desde 1990, reconhece o desafio financeiro, mas mantém a dedicação, planejando gastar até R$ 1.500 para completar seu álbum.
Entretanto, a tradição das trocas presenciais permanece viva, com pontos de troca da Panini no Rio de Janeiro e bancas de jornal como a Santa Amélia, na Rua do Matoso, atraindo torcedores de todas as idades. Esses encontros promovem a interação social, reforçando o vínculo entre gerações e a cultura da Copa.
Parcerias estratégicas ampliam o alcance da febre das figurinhas
Além das varejistas, redes de fast food também entraram na disputa. O McDonald’s, patrocinador oficial da Copa, distribuiu mais de 15 milhões de pacotinhos especiais, além de oferecer combos temáticos e permitir troca de pontos do programa Meu Méqui por figurinhas.
Essas iniciativas diversificam os canais de acesso para os colecionadores, combinando conveniência e engajamento. A febre das figurinhas, assim, reflete um fenômeno que ultrapassa o simples ato de colecionar, envolvendo marketing integrado e experiências que disseminam a paixão pelo futebol nas vésperas da Copa do Mundo 2026.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO