Confiança da construção permanece estável em maio, mas expectativa se agrava

Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash

Índice de Confiança da Construção mantém patamar em 92,6 pontos, enquanto perspectiva para próximos meses apresenta queda

Estabilidade da confiança da construção em maio e sua importância

O Índice de Confiança da Construção (ICST) se manteve estável em maio, registrando 92,6 pontos conforme divulgação da FGV/Ibre no dia 26 de fevereiro de 2026. A confiança da construção é um indicador fundamental para compreender o panorama econômico do setor, pois reflete a percepção dos empresários sobre a situação atual e as expectativas futuras dos negócios. Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre, destaca que, apesar da estabilidade geral do índice, o setor demonstra preocupações quanto ao ambiente de negócios para os próximos meses.

Análise detalhada dos subíndices: situação atual e expectativas

O Índice de Situação Atual (ISA-CST) apresentou uma alta de 0,6 ponto, alcançando 92,3 pontos, sugerindo que as condições presentes do setor melhoraram levemente. A Situação Atual dos Negócios subiu para 91,0 pontos, enquanto a Carteira de Contratos chegou a 93,8 pontos. Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 0,8 ponto, situando-se em 92,9 pontos. Dentro desse índice, a Demanda Prevista avançou para 95,7 pontos, mas a Tendência dos Negócios recuou para 90,1 pontos, evidenciando uma visão mais pessimista sobre o futuro próximo do setor.

Impactos das condições de mercado sobre a confiança no setor de edificações

As empresas do segmento de Edificações foram as que mais apontaram deterioração nas perspectivas para os próximos meses. O aumento dos custos das matérias-primas e a escassez de trabalhadores foram fatores limitantes destacados pela pesquisa. Conforme a análise da equipe técnica do FGV/Ibre, esses desafios comprometem o ambiente de negócios e dificultam a expansão das atividades de construção. A ausência de sinais de alívio nos preços e da oferta de mão de obra qualificada pode agravar esse cenário.

Utilização da capacidade instalada e seus efeitos no desempenho do setor

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da construção recuou 0,4 ponto percentual, ficando em 77,4%. Além disso, o NUCI de Mão de Obra e o de Máquinas e Equipamentos também caíram, respectivamente, para 78,7% e 72,3%. A redução na utilização dos recursos produtivos indica uma possível contenção na atividade, reflexo das dificuldades enfrentadas pelo setor. Esse movimento pode impactar a velocidade de realização de obras e a geração de emprego no curto prazo.

Perspectivas para o mercado de trabalho e cenário futuro

Apesar dos desafios, as perspectivas para o mercado de trabalho permanecem positivas. Em todos os segmentos avaliados, as indicações de aumento na contratação superam as de redução, o que sinaliza confiança na manutenção do cronograma contratado de obras. No entanto, a continuidade do cenário adverso relacionado a custos e disponibilidade de mão de obra poderá testar essa percepção nos próximos meses. A evolução desses indicadores será determinante para a recuperação sustentada do setor da construção civil.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Josue Isai Ramos Figueroa/Unsplash

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