Saúde reforça vigilância da qualidade da água como barreira sanitária no Paraná

Secretaria da Saúde integra ações de monitoramento e cuidado para garantir água segura a toda população paranaense

Vigilância da qualidade da água no Paraná é ampliada para garantir saúde pública e prevenir doenças de transmissão hídrica.

Vigilância da qualidade da água no Paraná reforça saúde pública em 22 de março

A vigilância da qualidade da água é um pilar fundamental para a saúde pública no Paraná, especialmente em datas como 22 de março, quando se celebra o Dia Mundial da Água. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca que garantir água segura transcende a infraestrutura, prevenindo diversas doenças e promovendo o bem-estar da população. A vigilância da qualidade da água, coordenada pela Secretaria da Saúde através do Programa Nacional Vigiagua, acompanha desde a captação até o consumo final, assegurando padrões adequados em todos os 399 municípios do estado.

Estrutura integrada do programa Vigiagua na gestão da água potável

O programa Vigiagua está estruturado para monitorar sistemas de abastecimento públicos (SAA), soluções alternativas coletivas (SAC) e individuais (SAI), organizados em 22 Regionais de Saúde. Este modelo de vigilância territorializada permite identificar vulnerabilidades hídricas e realizar análises constantes, incluindo a detecção de agrotóxicos. A gestão do programa é alinhada ao Plano Estadual de Saúde e ao Plano Estadual de Vigilância para populações expostas a agrotóxicos, reforçando a integralidade do cuidado e a prevenção de riscos sanitários.

Metas prioritárias de 2024 a 2027 para ampliar segurança hídrica

No período 2024-2027, o estado tem metas claras para garantir a qualidade da água, como a redução do percentual de soluções alternativas coletivas inseguras de 57,2% para 53%. Outro foco é ampliar a frequência das análises de agrotóxicos de uma vez por ano para semestralmente, além de expandir o número de compostos avaliados de 249 para 337, incluindo os parâmetros oficiais da portaria de potabilidade. Essas medidas visam assegurar que a água consumida atenda rigorosos padrões sanitários, protegendo a população contra contaminações.

Saneamento rural e projetos para saúde integral no campo

O Paraná reforça a universalização do saneamento rural por meio do Grupo de Trabalho de Saneamento Rural (GT-SR), reconhecendo o saneamento como barreira sanitária além da infraestrutura básica. O projeto Mais Saúde no Campo integra vigilância ambiental e atenção primária, monitorando cerca de 1,3 milhão de habitantes rurais. A iniciativa inclui a aplicação da Ficha de Rastreio de Exposição a Agrotóxicos, promovendo a busca ativa e estratificação de risco para garantir atendimento adequado mesmo nas áreas mais remotas.

Distribuição de hipoclorito de sódio para proteção imediata da água

Complementando o monitoramento laboratorial, o governo estadual distribui hipoclorito de sódio a 2,5% para propriedades sem acesso à água tratada ou em situações emergenciais, como desastres que causam desabastecimento. Em 2025 foram entregues 121 mil frascos, com previsão de ampliar para 157 mil em 2026. A recomendação para uso é adicionar duas gotas por litro de água, esperando 30 minutos antes do consumo, garantindo desinfecção eficiente e proteção da saúde.

Doenças relacionadas à água contaminada e importância da prevenção

Doenças causadas por bactérias, vírus, protozoários e parasitas são as principais ameaças associadas à água contaminada, incluindo cólera, febre tifoide, hepatites A e E, giardíase e esquistossomose. Sintomas como diarreia, vômitos e desidratação afetam significativamente a saúde pública. A vigilância da qualidade da água no Paraná atua para evitar esses impactos, reforçando a importância da água potável como barreira sanitária para proteger a população, do campo à cidade.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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