O mito do no pain no gain e seus impactos nos resultados físicos

Entenda como a ideia de que a dor é essencial para o progresso pode prejudicar a evolução nos treinos

O mito do "no pain no gain" pode comprometer a evolução nos exercícios ao ignorar a importância do descanso e da recuperação.

O mito do no pain no gain e seus efeitos na prática de exercícios

A expressão no pain no gain tem sido muito usada no universo fitness, especialmente em academias, para justificar o sofrimento como parte essencial do treino. Em 2026, essa ideia ainda permeia a mentalidade de muitos praticantes, mesmo que a ciência do treinamento revele que a dor não é sinônimo de progresso. A fisioterapeuta Monica Schapiro destaca que a dor pode ser um sinal de alerta, não uma medalha.

Diferença entre dor muscular e dor prejudicial

Após exercícios, é comum sentir dor muscular tardia, causada por microlesões controladas nas fibras, representando adaptação. Contudo, a dor constante, progressiva ou incapacitante indica sobrecarga ou lesão. Reconhecer esses sinais é fundamental para evitar danos e garantir a evolução saudável.

Consequências do excesso de treino e overtraining

O fenômeno do overtraining acontece quando o organismo não tem tempo suficiente para recuperação, resultando em fadiga crônica, queda de desempenho, alterações do sono e do humor, além de maior risco de infecções e lesões. Isso compromete parâmetros hormonais e inflamatórios, além de prejudicar a integridade musculoesquelética.

Impactos na fáscia e estruturas do corpo

A fáscia, tecido que distribui forças pelo corpo, precisa de variação e tempo para se recuperar. Sob estresse repetitivo sem pausa, ela perde mobilidade, contribuindo para dores persistentes e restrições. Portanto, treinar demais pode desorganizar o sistema musculoesquelético em vez de fortalecê-lo.

A importância da recuperação e equilíbrio no treinamento

Ganhos de força e hipertrofia dependem de progressão correta, técnica adequada, alimentação equilibrada e descanso. Ignorar a dor aguda durante o exercício pode levar a lesões graves. O treino deve respeitar os limites individuais e ser adaptado ao histórico clínico e fase de vida de cada pessoa.

Treinar com inteligência para resultados sustentáveis

O verdadeiro progresso não está na dor, mas na consistência e equilíbrio entre esforço e recuperação. Ouvir o corpo é sinal de maturidade fisiológica. O corpo humano é feito para adaptação inteligente, não para exaustão constante. Ajustar o treino a essa lógica garante saúde e melhores resultados a longo prazo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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