Indicação geográfica impulsiona comércio exterior e turismo rural no Brasil

  • Ricardo IV Tamayo/ Unsplash

Reconhecimento da origem de produtos valoriza economias regionais e amplia exportações e turismo

Indicação Geográfica valoriza produtos regionais, aumentando exportações e fomentando o turismo rural no Brasil.

O papel da indicação geográfica no comércio exterior brasileiro

A Indicação Geográfica é um selo que reconhece a origem e as características exclusivas de produtos de determinadas regiões. No Brasil, até dezembro de 2025, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) registrou 150 IGs nacionais, sendo 119 indicações de procedência e 31 denominações de origem. Essa certificação tem impulsionado diretamente as exportações, tornando produtos brasileiros mais valorizados no mercado internacional. Por exemplo, o ginseng produzido em Querência do Norte (PR) já é exportado para China, França e Japão, ganhando visibilidade e ampliando oportunidades comerciais.

Impactos da indicação geográfica no turismo rural e economia local

Além do comércio exterior, a Indicação Geográfica também fortalece o turismo rural. Kelly Lissandra Bruch, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ressalta que o selo estimula não só a produção local, mas também negócios complementares como restaurantes e hotéis. Essa valorização da origem atrai consumidores interessados em experiências autênticas, promovendo o desenvolvimento econômico regional e a conservação das tradições culturais ligadas à produção.

Aspectos técnicos e jurídicos da certificação de indicação geográfica

O reconhecimento da IG baseia-se em um caderno de especificações técnicas, que documenta as práticas tradicionais dos produtores e as características do produto, sem impor novas metodologias. Existem duas modalidades: a indicação de procedência, que destaca o reconhecimento histórico do produto, e a denominação de origem, que comprova a relação direta entre o produto e seu meio geográfico. A proteção jurídica da IG é essencial para evitar o uso indevido do nome e para garantir a autenticidade e valor agregado dos produtos, complementando a gestão de marcas individuais dos produtores.

Exemplos notáveis e desafios no processo de obtenção da indicação geográfica

Produtos como o Café do Cerrado Mineiro, Queijo Canastra e vinhos do Vale dos Vinhedos ilustram o sucesso da IG no Brasil. Entretanto, o processo para obtenção do selo pode durar de 2 a 5 anos, dependendo da organização dos produtores e da complexidade técnica. Regiões como São José do Norte e Serra do Mel estão em fase de adequação para garantir o selo, buscando fortalecer sua identidade e competitividade no mercado.

A rede de apoio institucional para o fortalecimento das indicações geográficas

O INPI lidera o reconhecimento das IGs, mas o processo envolve diversas instituições como Embrapa, Sebrae, universidades e institutos federais que auxiliam na estruturação técnica, jurídica e organizacional. Essa articulação é fundamental para garantir que as indicações geográficas sejam um instrumento eficaz de valorização dos produtos brasileiros, fomentando o desenvolvimento sustentável das regiões envolvidas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte:   • Ricardo IV Tamayo/ Unsplash

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