Projeto inovador da Sabesp em Ilhabela utilizará osmose reversa para garantir abastecimento de água potável na região
Ilhabela terá a primeira usina de dessalinização de água do mar em São Paulo, com investimento de R$ 56,4 milhões da Sabesp.
Confira a programação completa e infraestrutura do sistema de dessalinização em Ilhabela
Local: Ribeirão Água Branca – Captação da água do mar
Processo: Bombeamento, tubulações e reservatórios para elevação e adução
Tratamento: Osmose reversa para remoção de sais e impurezas
Distribuição: Reservação e fornecimento de água potável para regiões centrais e norte da ilha
- Vazão estimada: 20 litros por segundo para abastecimento público
A tecnologia de osmose reversa e seu papel na transformação da água do mar
A usina de dessalinização em Ilhabela utilizará a tecnologia de osmose reversa, que consiste em aplicar alta pressão para forçar a passagem da água por membranas semipermeáveis. Essas membranas atuam como filtros artificiais, retendo o sal e outras impurezas presentes na água do mar. Essa técnica é amplamente reconhecida pela eficiência e segurança no tratamento para consumo humano. A escolha dessa tecnologia pela Sabesp representa um avanço no abastecimento público da região, que enfrenta desafios hídricos devido à crescente demanda.
Impactos do novo sistema no abastecimento público e turismo local
Com a implantação da usina, Ilhabela passará a contar com uma fonte adicional de água potável, beneficiando diretamente moradores e visitantes. As regiões atendidas incluem Piuva, Barra Velha, Ponta das Canas, Green Park, Reino, Itaguaçu, Itaquanduba, entre outras. O sistema fortalecerá a segurança hídrica da ilha, fundamental para o desenvolvimento sustentável do turismo e da economia local. A iniciativa também está alinhada com as políticas públicas estaduais que destinam investimentos significativos para melhorar o abastecimento e o saneamento no litoral norte paulista até 2029.
Histórico e contexto da dessalinização no Brasil e no Sudeste
No Brasil, o uso da dessalinização já é realidade em algumas regiões, especialmente no Nordeste, onde o Programa Água Doce e a usina Dessal Ceará, em Fortaleza, garantem água potável para comunidades do semiárido. No Sudeste, entretanto, o uso da dessalinização é predominantemente voltado para fins industriais, como no Porto de Tubarão, no Espírito Santo. A iniciativa em Ilhabela marca a primeira experiência no estado de São Paulo com dessalinização para abastecimento público, apontando para uma tendência de ampliação dessa tecnologia em regiões costeiras com escassez hídrica.
Investimentos e perspectivas para o litoral norte paulista
O Governo do Estado de São Paulo prevê investir R$ 3,7 bilhões até 2029 para ampliar o abastecimento e fortalecer a segurança hídrica no litoral norte, com foco em serviços públicos e tratamento de esgoto para populações de baixa renda. A usina de dessalinização em Ilhabela integra esse conjunto de ações estratégicas que visam mitigar os efeitos da escassez de água e garantir qualidade de vida para as comunidades locais. A Sabesp é a responsável técnica e operacional pelo projeto, que tem prazo de conclusão estimado em três anos a partir de 2026.
A usina em Ilhabela representa um marco tecnológico e ambiental para São Paulo, demonstrando como a inovação pode contribuir para a sustentabilidade hídrica em áreas sensíveis. O sucesso dessa implantação poderá servir de modelo para outras cidades costeiras enfrentando desafios semelhantes no Brasil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Nacional