Investigação revela uso de empresas de fachada e sistema financeiro paralelo para fraudes no setor de combustíveis
Operação Fluxo Oculto investiga fraudes e lavagem de dinheiro ligadas ao PCC no desvio de nafta e uso de fintechs para movimentar recursos ilícitos.
Confira a programação completa da operação e seus desdobramentos
- 28/05 – Grande São Paulo: Cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão em várias cidades com apoio de Gaecos de RJ, MS, MG e PR
Operação Fluxo Oculto investiga esquema do PCC no setor de combustíveis
A operação Fluxo Oculto, realizada na manhã desta quinta-feira, 28 de maio, é um desdobramento da investigação Carbono Oculto e foca no esquema de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis. Segundo o Gaeco do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com Receita Federal, ANP, Secretaria da Fazenda e Procuradoria-Geral do Estado, o esquema movimenta recursos ilícitos e utiliza fintechs e empresas de fachada para operar um mercado clandestino.
Desvio e adulteração de nafta petroquímica como foco principal da investigação
Uma das principais descobertas da investigação é o desvio de nafta petroquímica — produto utilizado na indústria química e petroquímica e como solvente industrial — para adulteração ilegal de gasolina. De acordo com as apurações, grupos criminosos desviavam cargas de nafta e simulavam operações comerciais falsas com empresas de fachada para ocultar o destino real do produto. A substância desviada era adicionada a tanques de combustíveis automotivos antes da distribuição a postos envolvidos no esquema.
Impacto financeiro e estrutura nacional da organização criminosa
A Receita Federal estima que o núcleo investigado causou prejuízo de cerca de R$ 200 milhões em tributos sonegados em dois anos. Para dificultar o rastreamento, o grupo criou empresas em vários estados, registradas por parentes, pessoas vulneráveis e até presos, ocultando os verdadeiros operadores e dando aparência de legalidade ao esquema. Além disso, a organização se aproveitava da diferença tributária entre nafta e gasolina para ampliar lucros ilícitos.
Uso de fintechs e fundos de investimento no sistema financeiro paralelo da organização
A investigação revelou que seis fintechs atuavam como “bancos paralelos” da organização criminosa, movimentando mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Também foram identificados quatro fundos de investimento com patrimônio estimado em R$ 205 milhões usados para ocultar patrimônio e dificultar a identificação dos beneficiários finais. Essa estrutura financeira sofisticada reforça a complexidade e o alcance do esquema criminoso.
Participação e cooperação entre órgãos estaduais e federais na operação
A Operação Fluxo Oculto contou com o apoio integrado da Polícia Militar, Polícia Civil e Gaecos de diversos estados, permitindo o cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão. O Ministério Público ressalta que a nova fase da ação busca aprofundar o rastreamento das estruturas financeiras e ampliar a identificação dos métodos de lavagem de dinheiro usados pelo grupo criminoso no mercado de combustíveis.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Logo CNN Nacional