FIA define ajustes em regras de energia, segurança e largada para a temporada de 2026 da Fórmula 1
FIA divulgou mudanças no regulamento de 2026 da F1 visando maior segurança e melhor gerenciamento de energia.
Confira as principais mudanças no regulamento de 2026 da Fórmula 1
A FIA anunciou um conjunto de mudanças no regulamento da Fórmula 1 para 2026, após uma série de reuniões com equipes, fabricantes e pilotos realizadas em abril. Essas mudanças no regulamento 2026 buscam responder às críticas relacionadas ao comportamento dos novos carros, principalmente quanto ao gerenciamento de energia, desempenho e segurança.
Ajustes no gerenciamento de energia e desempenho dos carros
Entre as principais mudanças no regulamento 2026 está a redução da recarga máxima permitida de energia de 8 MJ para 7 MJ, com o objetivo de conter o consumo excessivo e incentivar uma condução mais equilibrada em velocidade máxima. Com isso, a duração do Superclip será reduzida para aproximadamente 2 a 4 segundos por volta.
Além disso, a potência máxima do Superclip foi aumentada para 350 kW, contra 250 kW anteriormente, facilitando o gerenciamento pelo piloto e reduzindo o tempo de recarga. O número de corridas com limites alternativos de energia mais baixos foi ampliado de 8 para 12 provas, permitindo uma adaptação maior conforme as características de cada circuito.
Medidas para maior segurança e consistência durante as corridas
No que tange à segurança e ao desempenho, as mudanças no regulamento 2026 limitam a potência máxima do Boost em corrida a +150 kW, ou ao nível atual do carro caso este seja superior. Essa medida busca evitar variações bruscas de desempenho entre os carros.
A potência do MGU-K foi mantida em 350 kW nas principais zonas de aceleração, incluindo áreas estratégicas para ultrapassagens, e limitada a 250 kW em outras partes da pista. Com isso, espera-se controlar as velocidades de aproximação excessivas, mantendo as oportunidades de ultrapassagem e o desempenho geral dos veículos.
Novos sistemas de segurança para largadas e condições adversas
Para as largadas, foi criado um sistema chamado “detecção de partida com baixa potência” que reconhece acelerações anormalmente baixas após a liberação da embreagem. Nesses casos, o acionamento automático do MGU-K garante aceleração mínima, reduzindo riscos sem prejudicar a competição. Um sistema visual alerta os pilotos que vêm atrás por meio de luzes intermitentes traseiras e laterais.
Também foi ajustada a reinicialização do contador de energia no início da volta de formação para corrigir falhas anteriores.
Em condições de chuva, foram aumentadas as temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários para melhorar aderência e desempenho. A ativação máxima do ERS foi reduzida para melhorar o controle do carro, e os sistemas de iluminação traseira foram simplificados para oferecer sinais mais claros e constantes, beneficiando a visibilidade e reação dos pilotos que seguem atrás.
Impactos esperados das mudanças no regulamento 2026 na Fórmula 1
As mudanças no regulamento 2026 representam uma resposta direta da FIA às preocupações de pilotos e equipes quanto à performance e segurança dos carros atuais. A adoção gradual dessas medidas, incluindo testes no GP de Miami, busca equilibrar a competitividade com a proteção dos competidores.
Com ajustes no consumo de energia e maior controle sobre o desempenho em pista, a expectativa é de corridas mais consistentes e seguras, preservando o espetáculo do esporte e o desafio tecnológico entre os fabricantes.
O papel da FIA como reguladora demonstra a importância da adaptação constante frente às evoluções técnicas e críticas recebidas, reafirmando o compromisso com a integridade da Fórmula 1.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Alessio Morgese/NurPhoto via Getty Images