Covid-19 matou três vezes mais do que dados oficiais indicam, revela a OMS

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Relatório da Organização Mundial da Saúde aponta que mortes diretas e indiretas pela pandemia foram subestimadas em até três vezes

OMS revela que a Covid-19 matou três vezes mais do que os números previamente reportados, incluindo mortes indiretas pela pandemia.

Covid-19 matou três vezes mais entre 2020 e 2023, aponta relatório da OMS

O relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a Covid-19 matou três vezes mais pessoas do que as cifras oficiais indicavam no período entre 2020 e 2023. A análise inclui tanto as vítimas diretas do vírus quanto as mortes indiretas, que resultaram das consequências sociais e sanitárias da pandemia, como a interrupção de cuidados de saúde essenciais.

O diretor-geral da OMS destacou que os 22,1 milhões de óbitos registrados superam amplamente os 7 milhões notificados inicialmente, refletindo um subregistro significativo e uma avaliação mais ampla dos impactos da crise global.

Perfil demográfico das vítimas da pandemia segundo a OMS

Segundo a análise, a maioria das mortes ocorreu em homens, que representam 57% do total, enquanto as mulheres corresponderam a 43%. Essa discrepância é atribuída a diferenças biológicas na resposta imunológica, maior prevalência de comorbidades entre homens, além de fatores comportamentais e exposição no trabalho.

Em relação à faixa etária, os idosos acima de 65 anos foram os mais afetados, representando 65% dos óbitos. Pessoas entre 45 e 64 anos responderam por 23% dos casos, enquanto a faixa de 25 a 44 anos teve cerca de 10%, e jovens de 0 a 24 anos somaram 3% das mortes.

Impactos regionais da Covid-19: Sudeste Asiático lidera em número de mortes

A distribuição das mortes por Covid-19 variou significativamente entre regiões do mundo. O Sudeste Asiático concentrou a maior parcela dos óbitos globais, com 27%. As Américas, Europa e Pacífico Ocidental apresentaram cerca de 20% cada, enquanto as regiões da África e do Mediterrâneo Oriental contribuíram com 7% dos registros.

Essas variações refletem diferenças em infraestrutura de saúde, resposta governamental e fatores socioeconômicos que influenciaram a capacidade de enfrentar a pandemia.

Consequências da pandemia para saúde pública e serviços essenciais

O documento da OMS evidenciou que, apesar dos avanços nas últimas décadas em prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, a pandemia trouxe enormes desafios à saúde pública mundial. Houve retrocessos em programas de vacinação, serviços de saúde materna e infantil, além do manejo de doenças infecciosas e crônicas.

Essas dificuldades ressaltam a necessidade de fortalecer sistemas de saúde para resistir a futuras crises e garantir a continuidade dos serviços essenciais durante emergências.

Lições para o futuro e preparação para novas emergências sanitárias

A investigação detalhada da OMS sobre a pandemia de Covid-19 enfatiza a importância de políticas públicas robustas e integradas que considerem tanto os efeitos diretos quanto os indiretos das crises sanitárias.

A coleta precisa de dados, a ampliação do acesso aos serviços de saúde e a redução das desigualdades são estratégias centrais para mitigar impactos e salvar vidas em futuras emergências globais.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Justin Paget/Getty Images

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